UEL tem novo Pólo de Extensão
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sexta-feira, 29 de agosto de 1997
Lucília Okamura 
Londrina
Marcos BorgesTrabalho comunitárioJoão Batista, Osvaldo Calzavara e Marilicia Palmieri: moradores definem as prioridades que serão trabalhadasO quarto Pólo de Extensão Universitária da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi inaugurado oficialmente anteontem à noite, no conjunto Tito Carneiro Leal (Saltinho). O pólo, que tem o objetivo de levar projetos desenvolvidos por professores e alunos à comunidade, já funciona nas outras três regiões da Cidade.
Os moradores da zona sul já contam com cinco projetos implantados, entre eles, fitoterapia nas escolas da rede municipal e trabalho de aconselhamento psicológico para adolescentes. A exemplo do que aconteceu nas outras regiões, a comunidade da zona sul é que escolheu os programas que seriam realizados dentro do Pólo de Extensão.
O coordenador de Extensão Universitária, Osvaldo Calzavara, explica que a comunidade define suas prioridades e em seguida os professores são consultados para verificar se os programas são viáveis. Osvaldo Calzavara observa que a principal preocupação dos moradores das quatro regiões é o que fazer para que as crianças não fiquem na rua.
O primeiro pólo de extensão foi inaugurado em abril de 1996, no conjunto Violim (zona norte). Segundo Osvaldo Calzavara, a idéia do pólo surgiu da necessidade da UEL em se integrar mais à comunidade. Havia críticas que a UEL era fechada em si mesmo, relata Calzavara. O segundo pólo começou a funcionar no jardim Morumbi (zona leste), em agosto de 1996. Já o pólo da zona oeste, no conjunto Panissa, foi inaugurado em junho deste ano.
Ao todo, são 18 os projetos implantados nos quatro pólos. São 29 professores e 56 estudantes envolvidos nos programas. A diretora de acompanhamento administrativo do CEC, Marilicia Palmieri, observa que os alunos também são beneficiados com o trabalho nos pólos, já que eles têm a oportunidade de conhecer de perto os problemas da comunidade. Estamos investindo também na formação do aluno, ressalta.
Já o diretor de planejamento e apoio técnico da coordenadoria, João Batista Filho, informa que, em função do trabalho desenvolvido nos programas, alguns currículos estão sendo reestudados.


