UEL sedia encontro de iniciação científica
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segunda-feira, 30 de agosto de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O 13º Encontro Anual de Iniciação Científica teve início no último domingo na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e prossegue até amanhã à noite. Ao todo, serão apresentados mais de 1.800 trabalhos de pesquisa no Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa). A maior parte é de autoria de estudantes das cinco universidades estaduais do Paraná, e uma pequena parcela foi desenvolvida por alunos de instituições de ensino particulares e de universidades de outros estados.
As teses vão de conceitos exatos a outros mais abstratos, como a pesquisa que será apresentada por Marcos Ursi Côrrea de Castilho, estudante de História da UEL, e mais três alunos.
Castilho e seus colegas traçaram uma reflexão sobre a identidade cultural e étnica das comunidades judaicas de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) a partir de túmulos dos dois cemitérios daquela cidade, num estudo que teve influências de pesquisas anteriores. O estudante cita que os judeus da região demonstram apego às tradições de sua religião nas homenagens que destinam aos mortos.
''Os túmulos são feitos sob normas e especificidades previstas nas tradições judaicas. Além disso, os judeus não levam flores para parentes mortos, levam pedras. Eles entendem que não devem tirar uma vida para homenagear os falecidos. Nesses detalhes, perpetuam sua identidade'', explica Castilho.
O ambiente de análises e teorias faz com que os estudantes cogitem possibilidades para o futuro. Karen Takeda, aluna de ciências biológicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM), gostaria de dar continuidade às suas pesquisas sobre DNA, mas admite que no Norte do Paraná as alternativas são restritas. ''Quero seguir trabalhando com pesquisa e penso em deixar o Estado depois que me formar'', diz ela.


