A Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) reforçou ontem a decisão de manter a validade da questão 16 de matemática, da primeira fase do vestibular, mesmo com um candidato buscando a anulação na Justiça. Uma entrevista coletiva convocada para anunciar a posição terminou em bate-boca entre o coordenador Luiz Rogério Oliveira da Silva e o professor de cursinho Gileno Pereira.
''É normal recebermos recursos e corrigirmos questões. Não houve celeuma. Mas os recursos protocolados sobre essa questão não foram considerados procedentes e foram negados'', argumentou Silva.
Ele ressaltou que 44% dos candidatos assinalaram a alternativa D, considerada correta pela universidade. A porcentagem, segundo ele, mostra que a questão não precisa ser anulada. ''É uma questão relativamente fácil da área de matemática. A outra possibilidade de resposta (defendida pelo professor Gileno) não está contemplada entre as alternativas. A análise dos enunciados tem de ser feita à luz das alternativas'', disse.
Exaltado com as explicações, Gileno Pereira atacou: ''A pergunta é sobre o lucro máximo possível, que não está entre as alternativas apresentadas. É uma questão furada que não passa a ser correta por causa do número de acertos''.
O professor ainda apresentou uma correspondência da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), que considerou ''errada'' a resposta apresentada pela UEL e sugeriu a anulação (veja infográfico nesta página).
Também na manhã de ontem, o advogado do vestibulando Daniel Barreto Ramos entrou com ação na Justiça pedindo a anulação da questão 16 e que a lista de aprovados no processo seletivo não seja divulgada. Luiz Rogério Silva reafirmou que a UEL só vai comentar o assunto quando receber notificação oficial.
O estudante foi eliminado do vestibular na primeira fase por uma questão. ''Ele não errou a questão. Para o candidato errar, a questão deve estar certa'', disse Gileno.

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