UEL quer negociação conjunta
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sábado, 05 de janeiro de 2002
Emerson Dias 
O Conselho Administrativo (CA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) afirmou que aceita discutir as reivindicações apresentadas pelo Sindicato dos Servidores Públicos, Técnicos e Administrativos da UEL (Assuel) para encerrar a greve. Porém, a reunião iniciada no final da tarde de ontem entre os representantes locais do comando apontava para a continuidade da paralisação por tempo indeterminado.
Entre os itens da pauta de negociação, apresentados ao reitor Pedro Gordan, está o pagamento de um abono de R$ 200, independente da função exercida pelo funcionário, até o governo do Estado definir o reajuste salarial. Também está incluída a volta do pagamento das horas extras, acabando definitivamente com o banco de horas.
O CA avaliou as propostas e deu um parecer positivo com algumas ressalvas. A condição para aceitar as reivindicações, segundo Gordan, era que a pauta fosse discutida juntamente com o Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde (Sinsaúde), para que não houvesse posições antagônicas entre os servidores. Para o CA, de nada adiantaria o retorno dos funcionários sem a presença dos professores nas salas de aula e de profissionais no Hospital Universitário (HU).
No final da tarde de ontem, o CA encaminhou a decisão por escrito à Assuel, que levou assunto para uma reunião no auditório do (HU), onde estavam representantes do Sinsaúde e do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol). Até as 20 horas, o encontro não havia sido encerrado.
Mesmo havendo a possibilidade de um racha, já que os servidores retornariam ao trabalho desde que a reitoria aceitasse todas as exigências da pauta, o comando de greve acredita que o fim da paralisação acontecerá somente quando o governo apresentar uma contraproposta.
Não podemos fazer confusão entre a pauta interna da UEL e as reivindicações unificadas das universidades estaduais. O fim da greve está nas mãos do governador Jaime Lerner, disse o representante do Sindiprol, Kennedy Piau. Ele lembrou que as discussões continuam hoje, a partir das 14 horas, na sede do sindicato, onde será realizado o encontro estadual do comando. (Colaborou Chiara Papali)


