O preenchimento de vagas ociosas e o baixo índice de evasão estão mantendo o nível de ocupação nos cursos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) como um dos melhores do País. O aumento da procura dos vestibulandos nos últimos dois anos, no entanto, demonstra que a instituição precisa aumentar a oferta. Para Jairo Queiroz Pacheco, pró-reitor de graduação, o desafio é vencer as dificuldades financeiras para garantir os investimentos necessários, sem perder de vista o nível de qualidade do ensino.
De acordo com a pró-reitoria, estatísticas recentes mostram que o índice de evasão da UEL é inferior a 10%. A média das universidades públicas é quatro vezes maior. ''Evasão sempre vai existir. No mundo inteiro é assim. O custo dos cursos, independente da ocupação, é o mesmo para a sociedade'', avaliou Pacheco. Iniciado há dois anos, o programa de ocupação de vagas ociosas tem contribuído para melhorar esses números. Trezentos e cinquenta e três estudantes já ingressaram através do projeto. Para o próximo processo seletivo, cerca de 750 candidatos disputarão 450 vagas. As provas serão nos dias 13 e 20 de fevereiro.
Jairo Pacheco, entretanto, reconhece a necessidade de expansão do número de vagas. Neste ano, mais de 35 mil candidatos disputaram 3.010 lugares. ''Isto mostra que mais pessoas precisam e querem cursar o ensino superior'', constatou. Ele destacou ainda que a qualidade de ensino também é um fator de atração. Entre 1.996 e 2.001, nove cursos foram criados: Arquivologia, Artes Cênicas, Biomedicina, Ciência da Computação, Ciência do Esporte, Design Gráfico, Estilismo em Moda, Secretariado Executivo e Zootecnia.
Outra causa apontada como primordial para a manutenção dos baixos índices de evasão é a existência de cursos nos turnos matutino e noturno. O estudante tem opção de continuar com os estudos, mesmo quando encontram ou trocam de emprego. A condição sócio-econômica também influi. Atualmente, a instituição contabiliza cerca de 500 bolsas de estudo, fornecidas de acordo com critérios acadêmicos. Para 2.005, uma parceria com o Ministério da Saúde, o Programa Brasil Afro Atitude, vai oferecer R$ 241,00 mensais para estudantes que atuarem em projetos de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e aids. O critério primordial de seleção é a carência econômica. A meta da UEL é aumentar em 50% o número de bolsas neste ano.
Um projeto prevê a construção da Casa do Estudante no campus universitário nos próximos 12 meses. Um prédio está sendo alugado para abrigar provisoriamente 72 alunos carentes, já que a atual sede está condenada por falta de infra-estrutura. Para o pró-reitor, as medidas têm contribuído com o atual panorama de desistência de cursos. ''A vaga em escola pública custa caro. Por isso, é importante que a UEL mantenha assitência para diminuir a evasão. E temos um dos melhores perfis do País neste setor'', conclui.

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