UEL preenche cotas no vestibular 2005
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
No primeiro vestibular da história da Universidade Estadual de Londrina (UEL) com reserva de vagas, todas as cotas foram preenchidas, levando-se em conta as proporções do número de inscritos por curso e turno. A informação é da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) da instituição. Entre os 3.010 aprovados no vestibular 2005, cuja lista de primeira chamada foi divulgada ontem à tarde, 732 estudantes de escola pública entraram pela reserva de vagas e 279 alunos negros que estudaram em instituições públicas conseguiram ingressar na universidade.
Desta forma, os calouros beneficiados pelas cotas representaram 33,6% dos aprovados em primeira chamada. Os estudantes que entraram pela reserva de vagas terão que apresentar documentação que comprove os anos de estudo em escola pública (últimos quatro anos do Ensino Fundamental e todo o Ensino Médio).
Os candidatos que se declararam negros só terão as matrículas homologadas após verificação de uma comissão formada por servidores da universidade, representantes da comunidade externa e do Conselho da Comunidade Negra de Londrina.
Ontem, candidatos, parentes e amigos de alunos e professores se aglomeraram no Anfiteatro do Zerão para comemorar o resultado do vestibular. Nem a sujeira de batom, farinha e ovos impediu que Verônica Ribeiro, 20 anos, recebesse os abraços pela aprovação em Medicina. ''Foi minha terceira tentativa na UEL. Também prestei vestibulares em Santa Catarina, na (Universidade) Federal do Paraná e em Cascavel. Passar é uma sensação inexplicável. Medicina sempre foi o meu sonho'', comemorou.
Renan Carrion, 17 anos, aprovado em Engenharia Civil, também recebeu o trote. ''Foi meu primeiro vestibular na UEL. Eu estava confiante, aproveitei bastante as aulas, tanto que nem estudei em casa. Estava em dúvida entre vários cursos e acabei escolhendo Engenharia'', comentou o estudante. A alegria dos aprovados, é óbvio, contrastava com a frustração de quem não passou. ''Estudei muito, mas infelizmente não deu. Agora, é bola pra frente'', lamentou Jandira Siqueira, 18 anos, que tentou o vestibular de Medicina. (A relação dos aprovados e o calendário de matrículas estão no caderno especial Folha Vestibular, encartado na edição de hoje)


