UEL poderá rever frequência
Arquivo FolhaA coordenadora da CAE, Ana ItoA chefe da Coordenadoria de Assuntos de Graduação (CAE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), professora Ana Ito, concorda com o professor José Augusto de Queiroz sobre a necessidade de bom-senso na avaliação dos estudantes, com destaque para o conhecimento e não para a frequência. Diverge, entretanto, quanto à proposta de simples extinção da frequência obrigatória.
O comparecimento do aluno à sala de aula é apenas um entre tantos critérios disponíveis para avaliar o processo de aprendizagem, argumenta Ana Ito. Ela acrescenta que a reprovação por falta não está ligada diretamente à exigência de frequência, mas a outros problemas, como questões sociais, falha no projeto pedagógico, deficiência do professor no aspecto pedagógico, falta de motivação. Dificilmente o aluno que reprova por falta alcança nota suficiente para a aprovação.
A coordenadora da CAE esclarece que a frequência obrigatória é estabelecida pela Lei de Diretrizes Básicas (LDB) da educação. A LDB, entretanto, dá autonomia para as instituições de ensino superior definirem a frequência mínima. No caso da UEL, o regimento interno estabelece o mínimo de 75%.
Ana Ito destaca que a Universidade de Londrina inicia discussão sobre mudanças no regimento interno para alterar as regras da frequência mínima. Efetivamente o processo de aprendizagem não se dá exclusivamente em sala de aulas. Mas também no desenvolvimento de outras atividades, como o de projetos de pesquisa, ensino e extensão, entre outros, detalha.
Segundo Ito, é necessário considerar todo o processo de aprendizagem do estudante, com acompanhamento e avaliação que considere o projeto pedagógico da instituição, do curso, da disciplina e até do professor. A nova LDB propõe maior flexibilidade. Portanto, a questão está em debate.
A coordenadora do Diretório Central Estudantil (DCE), Fabíola Amabili da Silva, disse que tem conhecimento da proposta feita pelo professor Queiroz, mas a entidade ainda não tem um posicionamento sobre o assunto. Os estudantes, diz ela, vão ainda se reunir para discutir a questão.





