Marcos BorgesInviávelNo imóvel funcionam o Centro Odontológico e o Colégio de Aplicação: prédio antigo não justificaria novos investimentosA Universidade Estadual de Londrina (UEL) planeja vender o prédio onde funcionam o Centro Odontológico e o Colégio de Aplicação, entre as ruas Pernambuco, Hugo Cabral e Piauí (área central). O dinheiro conseguido - na venda seria usado para a construção de um moderno prédio no campus da UEL, para abrigar o Centro Odontológico.
A possibilidade foi aberta na manhã de ontem, em reunião do Conselho de Administração (CA) da UEL, com a apresentação do relatório final de uma comissão de professores e técnicos que estudaram durante um ano a viabilidade de novos investimentos para ampliar o Centro Odontológico da rua Pernambuco. O relatório concluiu que o velho prédio - com cerca de 8 mil metros quadrados e avaliado em aproximadamente R$ 3,750 milhões - foi sendo remendado ao longo dos anos, não comporta mais expansão, e não justifica novos investimentos.
A comissão indicou que o melhor caminho para a UEL é a disponibilidade do prédio do centro da Cidade e a construção de um novo e maior no Campus, que possibilitasse a instalação de modernos equipamentos, bem como a melhoria na qualidade do curso de Odontologia e nos serviços prestados à população carente. O Centro Odontológico da UEL - onde trabalham, pesquisam e estudam perto de 80 professores e mais de 200 alunos - atende gratuitamente cerca de 800 pessoas por dia. No ano passado, foram mais de 250 mil atendimentos odontológicos de todos os níveis.
O diretor do centro, Pedro Carlos Tonani, considera que essa proposta seria realmente a melhor para o curso de Odontologia. ‘‘Aqui no atual prédio não há, mesmo, para onde expandirmos nossas atividades. É tudo muito apertado.’’
Membros do Diretório Central dos Estudantes (DCE) se dizem preocupados com a possibilidade da venda do prédio. Eles consideram que a administração da UEL deve debater melhor o assunto, consultando alunos e professores. ‘‘Não somos contra a venda por uma questão de princípio. Só que nós queremos um tempo e um espaço para a discussão do assunto de uma forma mais profunda’’, explica César Bueno, representante do estudantes no CA.
O reitor Jackson Proença Testa garante que haverá tempo e espaço para o debate com toda a comunidade universitária. ‘‘O conselho não aprovou nada, apenas recebeu o relatório de um estudo. Estamos em fase de reflexão, não temos pressa npara concluir esse projeto’’. Segundo o reitor, a venda do prédio do centro necessitaria da aprovação do CA, depois do Conselho Universitário e da Assembléia Legislativa.

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