A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior divulgou no início da semana a nova proposta de reestruturação do sistema educacional de terceiro grau. E o que os reitores de seis faculdades mais temiam acabou acontecendo. Conforme a proposta oficial, após a extinção da Universidade do Estado do Paraná (Unespar) criada na gestão passada , seis faculdades dos municípios de Jacarezinho, Apucarana, Bandeirantes e Cornélio Procópio deverão ser incorporadas à Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A criação da Universidade do Norte Pioneiro, que englobaria cinco dessas seis faculdades originalmente, a UEL incorporaria apenas a Faculdade de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea) e que chegou a ser anunciada pelo governo, acabou não vingando. De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, os estudos realizados indicaram que ''não havia mais espaço para se criar uma nova estrutura universitária na região''.
O novo projeto foi apresentado na reunião do secretariado de segunda-feira. Pela proposta, as cinco universidades estaduais já consolidades deverão incorporar as faculdades de suas regiões (veja mapa). Definidas as aglutinações, a secretaria trabalha agora para formatar o projeto de lei que será encaminhado à Assembléia Legislativa.
Para Rizzi, o novo modelo privilegia o desenvolvimento regional, favorece as melhorias das condições de trabalho e racionaliza custos. ''A proposta melhora significativamente a qualidade do ensino e proporciona um envolvimento maior das comunidades dessas regiões. É um salto de qualidade, pois aproveita as especifidades regionais'', argumentou.
Embora ainda não haja uma definição clara de como se dará essa incorporação, o secretário garantiu que o projeto irá ''preservar a autonomia didática e pedagógica'' das faculdades incorporadas. Rizzi destacou ainda que o sistema de destinação de recursos para as universidades precisará ser readequado. ''O orçamento atual está totalmente desequilibrado e temos que achar uma metodologia para redistribuir melhor os recursos para custeio'', afirmou.
A reitora da UEL, Lygia Pupatto, vê boas qualidades na proposta governamental. Ela ressaltou, porém, que o projeto tem que ser detalhado pelo governo para que as universidades e as faculdades discutam seus termos com suas comunidades.
Lygia é favorável a um período de transição para consolidar essa integração afim de que as arestas, de ambas as partes, possam ser aparadas. ''É uma política de médio e longo prazo e essas coisas não se fazem por decreto'', comentou. A UEL tem atualmente 13.368 alunos de graduação. Apenas com pessoal, está previsto um gasto de R$ 125,8 milhões.

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