Uma sindicância foi instaurada na Universidade Estadual de Londrina (UEL) para apontar se a interrupção da produção do Laboratório de Produção de Medicamentos (LPM) foi fruto de negligência dos funcionários. O laboratório não pode mais produzir 10 dos 11 remédios de sua tabela por ter perdido o prazo de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Um pouco antes do período de expiração do prazo, a técnica responsável pelo laboratório foi demitida e continua atuando como docente da instituição.
O vice-reitor da universidade, Eduardo Di Mauro, classificou o caso como um ''erro grave''. ''A sindicância vai apurar exatamento o que aconteceu e, se de fato houve negligência, a funcionária deve ser punida'', complementou.
Segundo o vice-reitor, a UEL poderia fazer novos pedidos de registro em atraso junto à Anvisa mas não há mais interesse em produzir os medicamentos, cuja comercialização era dificultada.
O Laboratório de Medicamentos produzia ácido acetilsalicílico, dipirona, diazepan, entre outros. Todos remédios produzidos por grandes laboratórios em larga escala.
''Por enquanto, aumentaremos a produção do propanolol (único medicamento cujo registro está em dia) e estamos estudando modificações no LPM'', afirmou Di Mauro.
Uma das sugestões da Universidade de Londrina é tornar o LPM um centro de controle de qualidade da indústria farmacêutica. O serviço não é prestado no Estado.
Anteontem, Di Mauro entregou um relatório do Laboratório de Produção de Medicamentos na Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia com a indicação. ''Nós teríamos que fazer poucos ajustes de equipamento e teríamos um diferencial'', argumentou o vice-reitor.
A comissão de sindicância tem um prazo de 30 dias para encerrar as investigações que podem ser prorrogados por mais 30.
Atualmente, a comissão está analisando documentos do Laboratório de Produção de Medicamentos e não há prazo para os funcionários começarem a ser ouvidos.

mockup