UEL pede o dobro de professores de creches em renovação de acordo com a prefeitura
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quarta-feira, 27 de novembro de 2019
Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha 

A UEL (Universidade Estadual de Londrina) aguarda uma definição da Prefeitura de Londrina para a renovação do acordo de cooperação para fornecimento de professores de ensino infantil para as creches que funcionam no campus e no HU (Hospital Universitário). Firmada inicialmente em 2017 com a cessão de dez professores, a parceria pode saltar para 22 educadores.
As creches da UEL são mantidas pela própria instituição, com recursos estaduais. Entretanto, a universidade sofre com o desfalque de mão de obra em todos os setores, devido à aposentadoria, morte ou demissão de servidores que não são repostos pelo governo estadual.
A secretária de Educação de Londrina, Maria Tereza Paschoal de Moraes, ressalta a importância do convênio, uma vez que mais de 200 crianças são atendidas nas duas unidades educacionais da UEL. “Se não estivessem ali, provavelmente, elas estariam na rede pública [municipal]. Então, nada mais que um atendimento justo e necessário para elas”, diz, reforçando a importância das unidades para o processo de ensino e pesquisa dos universitários.
O acordo de cooperação é uma forma diferente de parceria firmada pela Secretaria de Educação para o ensino infantil. Atualmente, 54 entidades filantrópicas também têm acordos para atender as crianças do município. A diferença é que elas recebem repasses pecuniários, enquanto as creches da UEL obtêm os professores cedidos – a medida também é importante enquanto o governador Ratinho Júnior (PSD) não libera contratações de novos funcionários para a universidade.
A assessoria de imprensa da UEL confirmou que o aditivo do termo de cooperação já foi encaminhado para a Prefeitura de Londrina e que aguarda um retorno, mas a entidade não deve se manifestar até a assinatura da outra parte.
Maria Tereza diz que a pasta está analisando a possibilidade de ampliar o número de professores cedidos, já que o pedido da UEL mais que dobra a concessão. “Eu apoio sempre [a parceria], mas precisamos ver se é possível atender na totalidade ou em parte”, afirma a secretária.


