Funcionários, alunos e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram ontem em assembléia conjunta retomar a greve das três categorias, após uma semana de suspensão da paralisação.
Nesse período, o movimento reavaliou os rumos a serem tomados para conquistar as reivindicações das categorias. Ontem, cerca de três mil funcionários, alunos e professores votaram pela retomada da greve.
Diferente da assembléia do dia 26 de junho, quando se decidiu pela suspensão com uma diferença de apenas 15 votos, ontem a categoria não estava tão dividida.
Para garantir a validade de seu voto, os funcionários do Hospital Universitário (HU) foram à assembléia na UEL, mesmo sob ameaça da reitoria de descontar as horas paradas.
No dia 26, os funcionários do HU não compareceram ao câmpus e votaram favorável a continuidade da paralisação somente em assembléia separada. Para evitar que o fato voltasse a acontecer, ontem eles compareceram ao câmpus em três ônibus.
Os alunos também participaram em massa. Mais de mil estudantes compareceram e votaram, em sua grande maioria, favoráveis à retomada da greve. André Ferruci, 19 anos, aluno do segundo ano do curso de ciências do esporte, disse que sempre foi contra a greve, mas ontem tinha uma posição diferente.
Durante a assembléia, alguns professores que preferiram não se identificar se mostravam indignidos com a presença de tantos alunos. Uma professora chegou a dizer que a assembléia tinha muito mais alunos que professores e funcionários.
Durante a assembléia, o marido de uma estudante, que se identificou apenas como Ulisses, telefonou para a Folha e reclamou da presença de representantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) na assembléia. Segundo ele, funcionários e professores da UEM teriam vindo em quatro ônibus e iriam votar favoráveis a greve. ‘‘Isto não é correto, não há controle de quem vota’’, disse.
Patrícia de Castro Santos, do comando de greve, disse à Folha que participaram da assembléia apenas alguns representantes da UEM com a finalidade de dar seus depoimentos. ‘‘Eles não votaram. O controle de quem vota é feito através de uma listagem com identificação que é conferida no final’’, informou.
Entre as reivindicações de professores e funcionários estão o reajuste de 41,13%, autonomia definitiva, restabelecimento da data-base, entre outros itens. A assembléia de ontem também aprovou a criação de um fórum autônomo do movimento para discutir a autonomia definitiva e estudar uma proposta de reforma administrativa das instituições de ensino superior.

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