UEL pára hoje em protesto contra cortes do governo
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terça-feira, 01 de dezembro de 1998
Mauricio Della Barba 
Professores, funcionários e alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) realizam hoje uma paralisação conjunta contra os cortes de verbas feitos pelo governo estadual. A mobilização é promovida pelo Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), Associação dos Docentes da UEL (Aduel), Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-administrativos da UEL (Assuel), Diretório central dos Estudantes (DCE) e Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina (Sinsaúde).
De acordo com a entidade, as últimas medidas do governo provocaram o corte de 84% na verba de manutenção e 10% na folha de pagamento das universidades estaduais. O corte já está afetando o dia-a-dia da UEL. Não há como trabalhar sem o mínimo de estrutura, afirmou o presidente do Sindiprol, Cesar Antonio Caggiano.
A comunidade universitária fará uma passeata às 10 horas, no centro da cidade, para protestar e exigir do governo o cancelamento dos cortes. As entidades querem também conscientizar a população sobre os efeitos que a redução de dinheiro pode trazer sobre a educação. O governo está forçando o sucateamento do ensino superior para começar a privatizá-lo. A manifestação é uma forma de resistência do ensino público, gratuito e de qualidade , explica Caggiano.
Segundo ele, uma pesquisa feita na UEL aponta que 88% dos estudantes não têm condições de pagar uma universidade.O excesso de carros que todos dizem que existe na UEL é falso. Se a maioria viesse de carro para estudar, não haveria estacionamento para todos. Ninguém vê os ônibus lotados que chegam aqui, disse o dirigente.


