UEL orienta sobre restauração ambiental
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sábado, 22 de junho de 2002
Ana Setti<BR>Reportagem Local 
Há 13 anos, a UEL teve importante participação nas atividades de recuperação ambiental da região norte do Paraná, especialmente na área da bacia do Tibagi. Os bons resultados obtidos desde então estimularam a criação, em 1999, do Laboratório de Biodiversidade e Restauração de Ecossistemas (Labre), que começou com uma capacidade anual de produção de 60 mil mudas, e conseguiu chegar, este ano, a 250 mil. Mas ainda está longe do que consideramos o ideal, comenta José Marcelo Torezan, coordenador do Laboratório, que seria algo em torno de 1 milhão e meio de mudas por ano.
Tão ampla necessidade explica-se pelo tipo de assessoria que o Laboratório vem oferecendo a proprietários de terras, preocupados em se adequar às exigências legais relativas ao meio ambiente. Uma dessas exigências é de que 20% da área total de uma propriedade rural esteja reservada à mata nativa. Outra diz respeito ao cuidado com a preservação permanente de áreas próximas às margens e nascentes dos rios. A assessoria prestada pelo Labre, que inclui orientação técnica e a entrega de mudas e sementes mais adequadas, é cobrada, mas apenas para projetos de restauração ambiental em propriedades com mais de 100 hectares. O pequeno proprietário pode recorrer aos serviços do Laboratório sem custo algum.
Atualmente, o Labre está assessorando o reflorestamento de 4 mil e 200 hectares na margem paranaense do reservatório de Capivara, região do Paranapanema, divisa com São Paulo. Além de se responsabilizar pelo projeto, o Labre irá fornecer ao Consórcio Intermunicipal da Bacia Capivara (Cibacap), as sementes necessárias para que a meta de 600 hectares por ano de reflorestamento seja atingida.
O conhecimento acumulado em todos esses projetos vem sendo canalizado para pesquisas relativas à produção de sementes e mudas, e também para o estudo da genética de espécies arbóreas nativas, já que o Labre é um dos únicos laboratórios do sul do país com condições de fazer monitoramento genético com DNA. Há um ano e meio, a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza está financiando um projeto do Labre, que visa estudar o material genético da peroba rosa, hoje só encontrada em sua total integridade na Mata do Godoy.


