UEL oferta 580 vagas em 37 cursos
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sexta-feira, 02 de maio de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Frequentar curso superior no Brasil é coisa para poucos privilegiados. E a tarefa ainda é mais complicada quando o aluno não é aprovado em uma instituição de ensino gratuita. Na tentativa de dar mais oportunidades para universitários nesta situação, as instituições públicas realizam todos os anos processos de seleção para preenchimento das vagas ociosas. Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), a inscrição para o processo seletivo de seleção externa começa nesta segunda-feira e segue até o dia 7 de maio. Estão sendo ofertadas 580 vagas em 37 cursos de graduação. O edital estará disponível a partir do dia 5, no site da UEL (www.uel.br).
O responsável pela Coordenadoria de Assuntos de Ensino de Graduação (CAE), Jairo Queiroz Pacheco, lembrou que o número de vagas oferecidos este ano foi maior do que a média histórica da universidade (em torno de 400). Isso porque no ano passado o processo não foi realizado em virtude da greve de professores e funcionários. 2003 será também o primeiro ano em que a seleção acontece de forma unificada, ''com critérios mais claros''. Ele justificou a aplicação da prova classificatória como a forma mais justa de seleção. ''E, como instituição pública, não teríamos outro mecanismo'', completou. Somente farão o teste, os interessados que tiverem a documentação aprovada pela CAE.
A julgar pela situação econômica do país e dos brasileiros a seleção deste ano deve ser bastante concorrida. No quiosque montado em frente à praça de alimentação do Shopping Catuaí a procura por informações já é grande, principalmente no horário noturno, segundo a técnica administrativa da UEL, Nazária Duarte, 33 anos. Uma equipe da universidade permanecerá no local até às 22 horas de amanhã, divulgando a iniciativa e orientando os universitários interessados em migrar de instituições particulares para uma pública.
Tentando deixar de ''investir'' na faculdade onde estuda para investir na sua própria formação, a secretária Cristina Campos Possati, 28 anos, buscará ser aprovada na única vaga oferecida no curso de letras (noturno) para segundanistas. Pagando R$ 270,00 de mensalidade numa universidade particular de Londrina, ela diz que gasta todo o salário que ganha, já que é preciso somar os custos com material e gasolina. ''No final do mês vai tudo que ganho'', apontou. Ela reclamou que a forma de seleção funciona como um segundo vestibular mas, para fugir da pesada conta, está revisando as matérias já vistas e estudando o conteúdo de disciplinas que não constam em sua grade curricular mas que são ministradas na UEL. ''Vou fazer de tudo (para ser aprovada)'', garantiu.


