O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) negou ontem o adiantamento da colação de grau e entrega dos diplomas, solicitados pelos formandos do curso de Medicina Veterinária. O grupo não aceitou os motivos apresentados pelos conselheiros, entre eles a greve em andamento e também a abertura de precedente para outras turmas, e o caso deve ser levado à Justiça.
A reunião foi realizada na reitoria da universidade e não contou com a presença do reitor e presidente do CEPE, Pedro Gordan, que viajou para o Rio de Janeiro atrás de recursos para projetos universitários. A vice-reitora Vera Lúcia Tieko Sughihiro coordenou o encontro. ''Estamos com o calendário suspenso devido à greve. A maioria decidiu pela não aprovação do pedido'', comentou Vera Lúcia. Entre os 45 conselheiros, apenas a coordenadora do colegiado de medicina veterinária, Nilva Mascarenhas, votou contra. ''Eles não entenderam que o caso era especial. Os alunos podem ficar sem trabalho até setembro do ano que vem'', disse a professora.
Segundo os universitários, o pedido de adiantamento da formatura tem como objetivo liberar a turma da avaliação do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), que passa a vigorar no ano que vem. Como os diplomas serão entregues somente depois dos testes, marcados para 20 de março de 2002, os formandos serão avaliados somente em setembro, data da segunda prova. ''Não temos medo de fazer o teste, tanto que somos triplo A em quatro anos no provão do MEC. Vamos discutir com os colegas a possibilidade de levar o caso à Justiça comum'', disse o estudante Helton Oliveira Ferreira, 24 anos. Ele e os formandos Cesar Hisasi e Edson Guimarães Lo Turco, formaram a comissão que representou os acadêmicos e disseram que as 360 horas de estágio final foram cumpridas pela turma antes do início da greve, restando apenas o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). ''Muitas universidades encerram as inscrições de pós-graduação até o final de janeiro. Alguns professores acham que a autorização significaria furar a greve'', comentou Lo Turco.
Os formando de Medicina Veterinária devem se reunir até segunda-feira, para decidir se entram ou não com uma ação judicial contra a UEL.

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