A Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) reavaliou a questão de número 16 da prova de matemática, realizada na primeira fase do vestibular (em novembro), e manteve a decisão de não anulá-la. A decisão de reavaliar a questão foi tomada depois que a Cops ficou sabendo da interferência da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).
Segundo o coordenador de processos seletivos da UEL, Luiz Rogério Oliveira da Silva, o exercício dispõe de uma alternativa correta, que é a letra ''D'', e que a resposta apresentada pela SBM é uma resposta possível, mas é apenas uma hipótese. ''Se a resposta apresentada pela SBM estivesse entre as alternativas junto com a que consta na letra ''D'', o aluno ficaria confuso'', argumentou o coordenador.
Por meio de um comunicado oficial, a Cops esclarece que na questão 16 o candidato deveria elaborar hipóteses a partir das informações fornecidas pelo enunciado e, de acordo com os itens de respostas apresentadas, assinalar uma única alternativa que validasse uma dessas hipóteses.
''Tivemos vários professores de matemática que chegaram ao resultado da letra D com facilidade. Não entendemos o motivo de tanta polêmica. Não haveria problema para nós em anular se realmente houvesse necessidade. Já tivemos um caso uma vez com uma questão da prova de química e assumimos'', comentou Silva.
A questão alvo de críticas foi apontada pelo professor Gileno Pereira por não estar entre as opções da múltipla escolha. Segundo ele, o resultado correto da questão não foi apresentado nas alternativas. A pedido do professor, a Sociedade Brasileira de Matemática avaliou a questão e confirmou que houve erro. Pelo menos dois pedidos de anulação já tinham sido negados pela Cops.
A Folha tentou entrar em contato com o professor Gileno Pereira, mas não conseguiu localizá-lo.

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