UEL já discute regra para eleição
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segunda-feira, 27 de outubro de 1997
Célia Baroni 
Londrina
Mário CesarDiscussõesReunião na UEL, ontem: comunidade universitária quer garantir paridade dos votos e autonomiaProfessores, funcionários e alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão preocupados com o processo de adequação do estatuto da universidade à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). E querem garantir, entre outras coisas, a manutenção do voto paritário e a autonomia da universidade. O assunto foi tema do debate Pontos Críticos da LDB - Uma Reflexão sobre o Capítulo do Ensino Superior , realizado ontem no Núcleo Esportivo do Centro de Educação Física e Desportos (CEF).
Promovido pelo Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel); Associação dos Docentes da UEL (Aduel) e Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), o encontro reuniu mais de 100 pessoas. Queremos que o estatuto garanta o voto paritário, afirmou o presidente da Assuel, Itamar André do Nascimento.
Nascimento explica que, pela LDB, os votos dos docentes passariam a valer 70% do quórum, enquanto os votos da maioria da comunidade do campus, formada por funcionários e alunos teriam um peso de 30%. A universidade de Londrina tem 3.700 funcionários, 10.800 alunos e 1.600 professores.
A paridade de votos, dando peso igual a professores, alunos e funcionários é praticada há 12 anos na UEL. A cada eleição, o Conselho Universitário se reúne para regulamentar o processo eleitoral e na avaliação de Nascimento nada garante que o Conselho mantenha a paridade de votos. Queremos sensibilizar o Conselho.
Juntos na briga pela manutenção do voto paritário, Sindiprol e Assuel discordam da escolha do momento para discutir e definir as adequações do estatuto da UEL à LDB. O Sindiprol defende um debate amplo e com tempo alegando que a UEL tem prazo até o final de 98 para promover as readequações. A Assuel quer definir agora pelo menos a questão do voto paritário, argumentando que as eleições estão próximas. O Conselho Universitário vai se reunir em novembro e as eleições do novo reitor devem ser marcadas para março ou abril.
O presidente do Sindiprol, Cesar Caggiano Santos, critica a pressa de iniciar a readequação. Ele diz que o reitor tem interesse em agilizar o processo para garantir a alteração do estatuto em favor da reeleição. Para Santos não existe risco do Conselho Universitário não aprovar o voto paritário para estas eleições. Testa participou do debate e se posicionou a favor do voto paritário mas não se pronunciou sobre sua possível candidatura à reeleição.


