Dorico da SilvaNovas técnicasExpectativa é que trabalho da UEL eleve a produtividade e qualidade dos produtos da hortaA Universidade Estadual de Londrina (UEL) vai incrementar a produção das sete hortas comunitárias da região do jardim Santo Amaro, em Cambé (Norte do Estado). Professores e estagiários da Agronomia já estão começando a colher amostras dos solos para, depois, ensinar aos pequenos agricultores novas técnicas de plantio, irrigação e controle biológico de pragas. O presidente da Associação de Moradores do Jardim Santo Amaro, Manoel Cícero dos Santos, acredita que, com a ajuda da UEL, as famílias carentes que trabalham nas hortas vão conseguir aumentar a produtividade.
O trabalho dos professores e estagiários de Agronomia será levado ao bairro através do projeto ‘‘Viabilização da Produção de Hortaliças em Hortas Comunitárias’’, coordenado pelo professor Seiji Igarashi. O projeto é do Centro de Extensão Universitária de Cambé, que será inaugurado, oficialmente, amanhã, às 20 horas, em solenidade no Centro Comunitário do Jardim Santo Amaro. Trata-se de um pólo da UEL que tem como objetivo levar projetos de extensão para funcionar nos bairros.
Com o pólo de Cambé, são seis centros de extensão, sendo quatro em Londrina: conjunto Violin (zona norte), jardim Morumbi (zona leste), conjunto Panissa (zona oeste) e conjunto Saltinho (zona sul). Também há um pólo no município de São Jerônimo da Serra (Norte do Estado).
Manoel Cícero dos Santos explica que, embora a parceria seja com a Associação de Moradores do Santo Amaro, também serão beneficiados cerca de 20 mil habitantes daquela região, nas seguintes localidades: chácaras Santa Maria, jardim São Paulo, jardim Santo Amaro, parque Manela, jardim União, conjunto Castelo Branco, jardim Morumbi, jardim Josiani e jardim Boa Vista.
O presidente da Associação conta que a idéia de propor a parceria à UEL partiu da própria entidade. Segundo Manoel dos Santos, o namoro durou mais de um ano, já que o primeiro contato aconteceu em março do ano passado. Na opinião dele, a parceria traz benefícios não só para a comunidade, como também para os estudantes, que têm oportunidade de sair da sala de aula e entrar em contato com a comunidade.
Para o ano que vem, o centro de extensão está estudando a implantação de outro projeto, que possibilitará assistência judiciária à população carente da região. A coordenação do projeto é da professora Denise Paula Machado, mas o presidente da Associação explica que estagiários do curso de Direito vão estar auxiliando as famílias na resolução de problemas judiciais. ‘‘Vamos precisar que a Prefeitura ceda dois advogados para acompanhar os moradores às audiências.’
Apesar de a inauguração do centro estar marcada para amanhã, alguns projetos já estão em andamento com a ajuda da UEL. Um grupo de docentes da Universidade, supervisionados pela professora Solange Mezzaroba, do Departamento de Psicologia, está treinando os monitores que trabalham no projeto de alfabetização para jovens e adultos.
O trabalho de alfabetização começou em março deste ano com apenas uma monitora voluntária (moradora do bairro) e 13 alunos. Hoje são 70 alunos, com idade entre 14 e 70 anos, divididos em três turmas. Este projeto conta com ajuda também do Peart (Projeto de Educação de Assalariado Rural Temporário) e da Secretaria Nacional de Aprendizado Rural.
As crianças com dificuldades escolares também contam com ajuda específica dos estagiários de psicologia da UEL e de Fonoaudiologia da Universidade Norte do Paraná (Unopar). Todas as segundas e terças-feiras, das 14 às 17 horas, 11 alunos da rede municipal recebem atendimento das universitárias com supervisão de docentes.
Manoel dos Santos lembra que as crianças são encaminhadas para o Centro com a autorização de duas médicas, que trabalham no posto de saúde mas prestam serviço voluntário à Associação de Moradores. Ele comenta que atualmente 80 crianças estão na fila de espera para receber atendimento psicológico e fonoaudiológico.
A UEL está também em outros dois projetos da comunidade, segundo Manoel dos Santos. O treinamento de monitores para uma oficina de informática que ainda será implantada (com coordenação do professor Marcos Antonio Cassiolato Batista) e ‘‘Oficina de Dança de Salão Como Um Meio de Socialização’’, com a supervisão da professora Débora Beatriz Martins, do curso de Educação Física. O presidente da Associação conta que 140 pessoas participam das aulas de dança todas as quintas-feiras, das 19h30 às 21h30.

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