No setor de recuperação de livros danificados da Universidade Estadual de Londrina (UEL) há um volume denominado ''A Arte nos Séculos'', com reproduções das obras de arte mais famosas ao longo da história. No entanto, em algumas páginas, é possível notar que alguém recortou as gravuras. O livro é apenas mais um a entrar nas estatísticas de publicações mutiladas por usuários da Biblioteca Central da instituição.
''Quando acontece isso precisamos encontrar uma obra similar para poder tirar uma fotocópia colorida e poder repor a página'', explicou Osni Francisco Terciotti, bibliotecário responsável pela restauração de livros.
Segundo a chefe da divisão de circulação do sistema de bibliotecas da UEL, Ilza de Andrade, no ano passado foram gastos R$ 38 mil em reparos de livros. ''Parte disso é pelo desgaste decorrente do próprio uso do material, no entanto existem casos de livros com gravuras recortadas ou páginas inteiras arrancadas'', relata. Segundo ela, com esse valor seria possível comprar 253 livros de R$ 150, preço médio de um livro da área de Ciências Biológicas, ou 633 livros de R$ 60, preço médio de um livro da área de Ciências Humanas. Já na Biblioteca Pública Municipal, localizada no Centro da cidade, não há uma estimativa de gastos com a reparação de livros.
A chefe do Departamento de Ciências de Informação da UEL, Maria Aparecida Lopes, explicou que, além dos casos de mutilação, alguns livros são danificados pelo mau uso. ''Teve o caso de um livro que foi devolvido com mordidas de cachorro, o que demonstra a falta de cuidado que as pessoas têm com os livros emprestados'', critica. (V.O.)

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