UEL fica à frente de universidades do Sul
As notas obtidas pelas instituições de ensino do Paraná no Exame Nacional de Cursos, o Provão, demonstrariam que o Estado teve melhor desempenho que faculdades e universidades catarinenses e gaúchas. A avaliação é do delegado regional do Ministério da Educação e Desporto (MEC), Altevir Rocha. Universidades como a Federal e a Estadual de Londrina apresentaram as melhores qualificações do Brasil, afirma Rocha.
Num comparativo feito pela Folha a Universidade Estadual de Londrina teve melhor desempenho que a Federal do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. E se for comparado o desempenho apenas das instituições federais, a do Paraná e do Rio Grande do Sul obtiveram o mesmo número de cursos com o conceito máximo (A). Na UFPR, obtiveram notas A os cursos de Matemática, Letras, Engenharia Química, Direito e Administração. Na UFRS, as melhores pontuações ficaram com Administração, Engenharia Civil, Letras, Direito e Engenharia Elétrica. Nas duas universidades, essas disciplinas receberam o triplo A, dado para resultados das provas, de formação e jornada do quadro docente.
Rocha afirma que, de um modo geral, o melhor desempenho ficou com as entidades públicas, com destaque para o aprimoramento do ensino nas estaduais. O delegado do MEC diz que se o comparativo for feito com entidades privadas dos três estados do Sul, o Paraná vai apresentar o mesmo bom desempenho. Entre a Pontíficia Universidade Católica do Paraná e sua similar do Rio Grande do Sul, a paranaense apresentou um melhor resultado.
A PUC-PR conseguiu uma nota A em Direito, já a gaúcha não ultrapassou as notas B. Num comparativo, as duas mantiveram o mesmo número de notas B (em Matemática) e no restante oscilou da mesma forma entre C e D, variando apenas os cursos avaliados.
Para o delegado do MEC, Altevir Rocha, outro fator positivo do processo de avaliação do MEC é o investimento na melhoria do quadro docente das intituições. De acordo com ele, o resultado direto desse esforço deve ser sentido nos próximos anos. Muitas entidades com bastantes doutorados não conseguiram atingir a nota máxima, afirma, citando como exemplo as Faculdades Positivo.





