UEL estuda pagamento de bolsa-moradia
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de abril de 2004
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Uma comissão formada por representantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e alunos estuda propostas de destinação para a Casa do Estudante da instituição, localizada na Avenida Juscelino Kubitscheck, na Área Central. Laudo elaborado pela UEL revela que o prédio não tem condições de abrigar os estudantes. Uma das alternativas discutidas pela comissão é a implantação de uma bolsa-moradia para os 72 estudantes da casa.
O prédio pertence à universidade, mas é administrado pela Organização Não-Governamental (ONG) Ceuel, constituída pelos universitários. Para uma possível retomada da administração, a universidade elaborou laudo sobre o estado de conservação. ''O laudo mostra que o prédio não tem condições de abrigar os estudantes'', revelou o pró-reitor de graduação da UEL, Jairo Queiroz Pacheco, membro da comissão. O estudo técnico, que ''condena'' o prédio, foi elaborado por cinco engenheiros civis e arquitetos da própria universidade.
As proposições definidas pela comissão serão encaminhadas ao Conselho de Administração (CA) da UEL, responsável pela palavra final sobre o acordo. Sobre a possibilidade da bolsa-moradia, Pacheco informou que o dinheiro seria usado para pagamento de aluguel até o término da obra do novo alojamento. O valor do repasse ainda está em discussão, mas deve variar entre R$ 120 e R$ 150. ''É importante ressaltar que todas as hipóteses dependem de aprovação do CA'', salientou Pacheco.
A diretora do Serviço de Bem Estar da Comunidade (Sebec), Jolinda de Moraes Alves, explicou que a permanência dos estudantes no alojamento deverá ser submetida a critérios sócio-econômicos. ''Hoje, a triagem é feita só na entrada dos alunos. Os próprios estudantes concordam sobre a necessidade de um controle maior, anual'', afirmou. O desempenho escolar também poderá ser usado como critério para definição dos moradores.
Atualmente, a UEL repassa cerca de R$ 3.300 por mês para despesas básicas (água, luz e telefone) e dos funcionários da limpeza e vigilância. ''A universidade tem consciência que o aluno tem o direito de morar e a instituição, o dever de bancar a moradia'', afirmou Jolinda.
A UEL pretende construir um alojamento no campus no prazo de dois a três anos. O projeto da nova Casa do Estudante, que já está sendo elaborado, prevê o dobro de vagas do prédio atual. O custo da obra gira em torno de R$ 600 mil. Segundo Pacheco, a universidade ainda precisa ''correr atrás dos recursos'' para viabilizar a construção. ''O grupo técnico recomendou que não vale a pena usar (recursos) num prédio saturado'', revelou. Os maiores problemas na construção são nas partes hidráulica e elétrica.
O presidente da Casa do Estudante, Danilo Ramos Meira, 22 anos, disse que os moradores preferem não se pronunciar sobre o assunto. ''Estamos no meio de uma negociação amigável com a universidade e decidimos não dar declarações por enquanto'', afirmou.


