UEL entre as melhores universidades do País
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de outubro de 2019
Reportagem local 
A UEL (Universidade Estadual de Londrina) é a quinta melhor universidade estadual do Brasil, ficando atrás apenas da USP (Universidade de São Paulo), Unicamp (Universidade de Campinas), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Os dados são do RUF (Ranking Universitário da Folha), divulgado na segunda-feira (7).
No Paraná, a UEL é a primeira estadual e a segunda melhor universidade, ficando atrás apenas da UFPR (Universidade Federal do Paraná). A avaliação do jornal Folha de S.Paulo é realizada anualmente, desde 2012 e estão classificadas 197 universidades brasileiras públicas e privadas. A avaliação considera cinco indicadores: ensino, pesquisa, internacionalização, inovação e mercado.
"Isso é resultado do corpo docente, técnico e dos estudantes que, mesmo enfrentando dificuldades, conseguem manter e até melhorar a qualificação no ranking", afirma a professora Elisa Tanaka Carloto, diretora de Avaliação Institucional, da Pró-Reitoria de Planejamento, em entrevista à Agência UEL. Além de avaliar o desempenho geral da universidade, o RUF analisa os cursos separadamente. Os cursos da UEL com melhor avaliação são design de moda (5º), agronomia (6º), medicina veterinária (9º), biomedicina (10º), arquitetura e urbanismo (12°), medicina, odontologia, serviço social (todos em 13°), matemática e psicologia (ambos em 14º).
UEM
Já a UEM (Universidade Estadual de Maringá) é apontada como a 6ª melhor universidade estadual do país. No Paraná, é considerada a 3ª melhor instituição de ensino superior: fica atrás da UFPR E UEL. “O ranking, muito respeitado, reforça o bom trabalho que vem sendo desenvolvido na UEM, a seriedade com que formamos nossos alunos e a seriedade das pesquisas realizadas”, analisa Ricardo Dias Silva, vice-reitor.
“Esses resultados devem impactar positivamente na decisão de candidatos aos cursos de graduação, pós-graduação e pesquisadores, tanto nacionais quanto estrangeiros. Além de impactar diretamente na ampliação da atratividade de recursos provenientes de parcerias com a iniciativa pública e/ou privada”, estima Márcia Marcondes Altimari Samed, assessora especial de gestão estratégica da UEM.
INOVAÇÃO
Segundo levantamento realizado pela Agência de Notícias do Paraná, as universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), Oeste do Paraná (Unioeste) e do Centro-Oeste (Unicentro) estão entre as 60 instituições que possuem mais patentes solicitadas e artigos em colaboração com o setor produtivo.
O Paraná possui seis agências e núcleos ligados às universidades estaduais e que fazem parte da Rede dos Nitpar (Núcleos de Inovação Tecnológica do Paraná). Já foram obtidos 39 patentes e 52 registros de marcas. “As universidades estaduais, por meio dos núcleos e agências de inovação, têm buscado cada vez mais gerar pesquisas e patentes que contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos paranaenses”, afirma o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.
A Agência de Inovação da UEL conquistou sua quinta patente neste ano. Trata-se de um analisador de parboilização de arroz com imageamento digital. A invenção tem por objetivo produzir um modelo de equipamento para produção de imagens digitais de grãos de arroz parboilizados, quando iluminados por luz polarizada.
Uma das patentes concedidas para a UEM em 2019 foi um biocurativo com propriedades terapêuticas diferenciadas para o tratamento de queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. Pela flexibilidade no tamanho pode também ser aplicado em superfícies com feridas de diversos tamanhos.
A Unicentro e a Sanepar fizeram, em 2018, um pedido de patente para a produção de etanol de terceira geração a partir da utilização de algas de lagoa anaeróbia para o tratamento de esgoto. É a primeira vez que uma pesquisa utiliza algas diretamente das lagoas de tratamento de esgoto para a produção de etanol. O pedido de patente surgiu da pesquisa da bióloga da Sanepar Márcia Mendes Costa Guareski na dissertação de mestrado do curso de pós-graduação em Bioenergia na Unicentro.
O primeiro Laboratório de Energia Solar Fotovoltaica em forma de estacionamento, inaugurado em setembro, é um dos exemplos de ação inovadora da Unioeste. O projeto resulta de uma parceria com a empresa fornecedora de Painéis Fotovoltaicos Biowatts de Cascavel.
A UEPG recebeu em abril deste ano a patente de um biomaterial que tem a finalidade reparar ou substituir tecidos, órgãos ou funções do organismo. O biomaterial desenvolvido tem aplicação como material de preenchimento ósseo.


