UEL entra na luta de Londrina contra a dengue com gibi informativo
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sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019
Simoni Saris<br>Reportagem Local 

Um projeto de extensão do curso de design gráfico da UEL (Universidade Estadual de Londrina) é o mais novo aliado do município na luta contra o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O gibi elaborado por alunos de design será utilizado como recurso de apoio nas ações pedagógicas desenvolvidas com os 38 mil alunos da rede municipal de ensino. A parceria com a secretaria municipal de Educação aposta na capacidade que as crianças têm de multiplicarem as informações e, assim, conscientizar 38 mil famílias londrinenses sobre a importância dos cuidados para acabar com os criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Desde 1º de janeiro, foram confirmados 44 casos de dengue no município - número maior do que o registrado em todo o ano passado, quando foram confirmados 43 casos da doença - e há ainda um agravante: neste ano, dois tipos de vírus estão em circulação, aumentando os riscos de complicações decorrentes da doença. Com dados tão alarmantes, qualquer apoio nas ações de combate ao mosquito transmissor da dengue é fundamental. Segundo a secretaria municipal de Saúde, a maioria dos criadouros está dentro dos quintais.
O projeto de extensão "Histórias em quadrinhos como ferramenta ao design da informação no combate ao Aedes aegypti" começou em 2015. Os autores do trabalho gráfico já estão formados. "Faz três anos que nós estávamos querendo a viabilização, mas só agora conseguimos porque houve, no ano passado, o edital do Proverde (Programa Municipal de Incentivo ao Verde), da Sema (secretaria municipal do Ambiente), e fomos contemplados com recursos para imprimir o gibi", contou a professora do curso de design gráfico da UEL e idealizadora do projeto, Paula Rodrigues Napo.
Com os R$ 43 mil do edital, foram impressos 75 mil exemplares do gibi, em três versões, cada uma direcionada a uma faixa etária específica. O Todos contra o Aedes foi criado para crianças de seis a 12 anos. Para alunos do ensino fundamental 2, dos 13 aos 17 anos, a versão é intitulada Tão Fácil e, acima dos 18 anos, O que não fiz. Cada versão utiliza uma linguagem visual e escrita distinta. O material é resultado de um trabalho multidisciplinar, que contou com a colaboração de alunos de biologia e ciências da computação.
Nesta sexta-feira (8), diretores de escolas da rede municipal de ensino receberam 20 mil exemplares da versão do gibi criada para os alunos do ensino fundamental. O número é inferior à quantidade de alunos da rede e a proposta é que o material seja empregado em atividades como oficinas de desenho, contação de história, mutirão de limpeza com o check list impresso ao final do material, oficina de teatro e música, mesas-redondas, entre outras ações sugeridas. "Não é panfletagem de gibi. Tem que entregar e fazer um trabalho junto com os alunos. É educacional", reforçou Napo.
"A ideia é fazer a apresentação hoje do material para que os diretores levem isso para as escolas e intensifiquem todo o trabalho que é feito no combate à dengue, no cuidado que tem que ter com a casa, com a escola", disse a secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes. "Por mais que a gente fale, que tenha campanha na TV, quando (a informação) vem da criança, o resultado é diferente."
Para o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, toda ajuda é bem-vinda no trabalho de combate ao mosquito transmissor da dengue e não há outra forma de vencer a doença se não for pela conscientização. "Temos 240 agentes nas ruas e todos eles contam que os criadouros do mosquito estão nos quintais", destacou.


