UEL e sindicato deflagram campanha pró-HU
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segunda-feira, 03 de março de 1997
Edmara Michetti 
Mário CésarUniãoO reitor Testa fala ao lado de representantes do HU e do Sindicato da Saúde: campanha de recuperaçãoO Sindicato da Saúde, a diretoria do HU (Hospital Universitário) e a UEL (Universidade Estadual de Londrina) estão em campanha pela recuperação do hospital. A campanha Vida HU! HU Viva!, lançada ontem pela manhã no anfiteatro do HU, reivindica a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) para os funcionários e docentes da Universidade e o repasse imediato da verba estadual destinada à reforma e ampliação do hospital.
Durante esta semana, o Sindicato da Saúde - que representa enfermeiros e técnicos administrativos do HU -, estará distribuindo panfletos e adesivos com o slogan da campanha para buscar apoio junto à comunidade.
A verba de R$ 30,6 milhões para a reforma do HU foi aprovada no orçamento de 96 do Governo do Estado, mas até o momento nada foi repassado. O Estado alega que apenas repassaria o dinheiro, que não veio do Orçamento federal.
O projeto apresentado pela UEL ao Governo do Estado prevê, em uma primeira fase, a ampliação em 200 leitos. Hoje o HU tem 284 leitos. A previsão é que a construção seja concluída em, no máximo, dois anos. A próxima etapa inclui uma reforma de adaptação do HU às necessidades de um hospital geral.
A diretora do Sindicato da Saúde, Vera Lúcia Alves de Lima, cita o caso do pronto-socorro, que sofre com a superlotação. O PS sempre precisa fechar as portas para poder atender os pacientes, diz Vera Lúcia. A reforma física é muito importante porque a estrutura atual está colocando em risco o atendimento. No ano passado, 207.694 pacientes foram atendidos pelo HU e o ambulatório do Hospital das Clínicas.
A defasagem salarial já é um problema que vem se arrastando nos últimos 10 anos, de acordo com informações do sindicato. O último reajuste, de 10%, foi feito há 18 meses, em agosto de 95. O salário inicial de um médico é de R$ 295,22 por 20 horas e R$ 590,45 por 40 horas. Os técnicos administrativos do HU começam recebendo R$ 141,82. Os baixos salários fizeram que muitos deixassem o hospital. Em 96, de acordo com números do sindicato, 197 médicos e 491 funcionários pediram demissão. A dificuldade, segundo Vera Lúcia, é o preenchimento dessas vagas. Nem 50% das vagas foram preenchidas nas convocações feitas, diz a presidente do Sindicato.
O projeto para implantação do PCCS é de 96, mas por enquanto não chegou à votação na Assembléia. Segundo Vera Lúcia, havia promessas de que o projeto entrasse na pauta da semana passada. A categoria espera que o projeto seja votado esta semana. Caso contrário, a entidade pretende paralisar os serviços.


