A Reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) divulga hoje o relatório da comissão de sindicância interna sobre o acidente que matou duas pessoas e feriu outras 22 no campus da instituição, no dia 12 de fevereiro. A entrega do documento coincide com a semana em que Instituto de Criminalística de Londrina (ICL) e Instituto Médico Legal (IML) concluem laudos sobre a queda da marquise do anfiteatro do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa) do campus. Os três documentos serão anexados ao inquérito conduzido pelo delegado adjunto da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Nelson Águila.
O documento da comissão interna foi concluído ontem. O engenheiro Paulo Roberto de Oliveira, presidente da comissão de sindicância, não quis adiantar detalhes. ''Temos relatórios de quatro ou cinco empresas envolvidas na execução da obra, com 50 páginas cada um. Estamos resumindo isso tudo para a reitora (Lygia Pupatto)'', afirmou.
Por ser produzido por uma sindicância interna, o documento não tem valor de prova, mas será anexado ao inquérito da Polícia Civil como informação, a pedido do delegado.
Ao inquérito o delegado ainda precisa juntar os depoimentos das vítimas do acidente, ouvidas por meio de cartas precatórias enviadas às Polícias Civil de São Paulo e Minas Gerais, onde moram a maior parte dos estudantes atingidos pela marquise. ''O mais importante, neste momento, é o laudo do IC, que agora tem status de prova e pode indicar os responsáveis pelo desabamento'', disse.
O documento da Criminalística ganhou importância maior depois de uma decisão da Justiça de Londrina em favor da empreiteira Mercosul, responsável pela execução da obra. A empresa pediu a produção antecipada de provas, ação que permitiu o acompanhamento dos trabalhos por um perito designado pela Justiça. ''Como agora o laudo envolve todos os interessados, virou prova'', explicou Águila.
O perito-chefe do ICL, Daniel Felipetto, afirmou que o laudo vai ser entregue até sexta-feira. O prazo foi prometido também por Fernando Piccinin, chefe administrativo do IML. Segundo ele, os documentos só precisam da assinatura dos médicos legistas responsáveis pelo atendimento às vítimas.

mockup