Paulo Ubiratan
De Londrina
Hoje é o último dia para as pessoas interessadas em frequentar o Curso Especial de Vestibular – o cursinho gratuito – da Universidade Estadual de Londrina (UEL) retirar o formulário de inscrição. É respondendo esta ficha que o aluno poderá comprovar sua situação socioeconômica para participar do curso que, em três anos e meio de funcionamento, colocou 183 alunos carentes, em várias universidades, incluindo a própria UEL.
O cursinho da Universidade Estadual de Londrina oferece 150 vagas à comunidade. O principal pré-requisito para o candidato frequentar as aulas do Curso Especial de Vestibular é ter renda per capita inferior a R$ 204,00 mensais (correspondente a um salário mínimo e meio).
O formulário está à disposição dos interessados no Núcleo de Bem-Estar da Comunidade (Nubec) da UEL, localizado no campus universitário (zona sul). A devolução do formulário deverá ser feita até a próxima quarta-feira.
A avaliação socioeconômica serve como triagem e o resultado dos classificados será divulgado no dia 16 de fevereiro, após às 16 horas. A prova de seleção para os candidatos aprovados na seleção será realizada nos dias 19 e 20 deste mês.
‘‘O cursinho é ministrado por alunos nas diversas áreas da UEL. Eles são treinados e no desempenho da função de professor recebem uma bolsa de R$ 150,00 mensais. O índice de aproveitamento dos alunos chega a 70%, o que representa um alto índice’’, afirmou a coordenadora pedagógica do cursinho, professora Terezinha Vilela de Magalhães.
Este ano, dos 80 alunos que terminaram o curso 17 foram aprovados no vestibular. A maioria dos aprovados cursará letras, química e pedagogia.
Em Londrina, outra ação que facilita o acesso ao ensino superior é o Projeto Educação do Jovem à Universidade (Peju). ‘‘Há quatro anos estamos buscando resgatar a cidadania de quem quer estudar e não tem recursos. Nossos alunos basicamente possuem a mesma característica por estar há muito tempo distanciados dos estudos. Isto serve para nós como um grande desafio, inclusive, mostrar que é possível deselitizar as universidades’’, afirmou o coordenador do Peju, Douglas Vieira da Silva.
Segundo o coordenador, entre os alunos existem diversas pessoas que moram em assentamentos e índios que buscam cursar uma universidade. Para frequentar o cursinho do Peju, o aluno não pode ganhar mais do que dois salários mínimos.
O Peju funciona no salão da Paróquia Nossa Senhora das Graças, na Vila Brasil, área central de Londrina. O projeto atende atualmente 50 alunos, com acompanhamento de professores de cursinhos particulares que recebem um salário simbólico.
Dos alunos que têm condições de pagar é cobrada uma taxa de R$ 39,00 para a confecção de apostilas, material de apoio e o pagamento dos salários dos docentes. Uma psicóloga que orienta os estudantes e os coordenadores do cursinho prestam trabalhos como voluntários.
Outro aspecto positivo é que, com a ajuda de empresários da comunidade, a taxa do vestibular da UEL, que no último concurso ficou em R$ 90,00, tem sido gratuita para os alunos do Peju.
O início das aulas do Projeto Educação do Jovem à Universidade está marcado para 13 de março e qualquer informação poderá ser obtida pelos telefones (43) 321-4931, 325-8694 e 913-3996, das 14 às 18 horas.

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