UEL discutirá propostas para vestibular
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quarta-feira, 23 de maio de 2001
Érika Pelegrino De Londrina 
O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa anunciou ontem que está aguardando os relatos da audiência pública realizada na Câmara Municipal, na última segunda-feira, para discutir junto com o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). Segundo o reitor, a comissão criada na reunião foi acordada em um encontro prévio com os vereadores Beto Scaff (PSDB), Luiz Carlos de Castro Bordin (PMDB) e Jamil Janene (PDT). Ele negou que tenha menosprezado a audiência deixando de participar.
Em reunião com os vereadores, um dia antes, comuniquei que não poderia participar porque já tinha compromissos agendados em Curitiba antes mesmo de receber o convite para a audiência, afirmou. Nessa reunião ficou acordado que seria tirada uma comissão para fazer os relatos da audiência para uma comissão da Copese que os levaria para o CEPE; o que não aconteceu, complementou.
As mudanças sugeridas por educadores, estudantes secundaristas, proprietários de colégios e representantes de outros segmentos, são de competência do CEPE, segundo o reitor. Mesmo como presidente, Testa disse que não pode tomar nenhuma atitude sem consultar o Conselho, que é o órgão máximo da universidade.
As principais propostas definidas na audiência pública foram a extinção do vestibular de inverno; antecipação do vestibular de janeiro para dezembro, coincidindo com os grandes concursos do País e diminuindo a concorrência que hoje é em média de 18 alunos por vaga; e a retirada das disciplinas de filosofia, sociologia e artes dos vestibulares, até que sejam realidade no segundo grau.
Todos estes assuntos são de competência do CEPE, afirmou o reitor. Ele disse não entender por que os vereadores que participaram da reunião com ele omitiram na audiência algumas informações, como a quantidade de alunos aprovados nos vestibulares. Ele falou apenas a quantidade de alunos inscritos, disse.
Segundo o reitor o número de alunos de outros Estados aprovados é maior, mas as matrículas de alunos de Londrina e da região metropolitana é maior. Muitos alunos aprovados de outros Estados também passam em outras faculdades, disse. De acordo com dados do reitor, 66% dos alunos matriculados são do Paraná e 34% de outros Estados.
Quanto à concorrência estabelecida pelos alunos de outros Estados que vêm prestar vestibular na UEL, o reitor foi categórico: A escolha dos alunos é o nível de excelência deles. Não conheço nenhum outro critério. Testa justificou a exigência de disciplinas como filosofia, sociologia e artes no vestibular como uma forma de pressionar uma melhoria na qualidade do ensino. É obrigação da universidade forçar uma melhoria na educação, caso contrário vamos criar uma mediocrização do ensino.
Segundo ele, a existência dos cursinhos já denuncia uma falha na qualidade do ensino público no Brasil. Se as escolas públicas estivessem conseguindo formar seus alunos com qualidade não existiriam os cursinhos, afirmou. O CEPE não vai se submeter a diretores de cursinhos.


