O vestibular de verão da Universidade Estadual de Londrina (UEL) deve continuar sendo realizado em janeiro e não mudar para fevereiro, como havia sido cogitado. Ontem, professores e proprietários de escolas particulares de Londrina e região solicitaram à reitoria da UEL que as provas fossem realizadas em janeiro e a Coordenadoria de Assuntos de Ensino e Graduação (CAE) considerou o pedido viável.
A solicitação das escolas foi apresentada durante uma reunião realizada na manhã de ontem, que contou com a participação de associados ao Sindicato das Escolas Particulares de Londrina e Região (que atende 76 escolas no Norte do Estado) e com o coordenador da CAE, Jairo Queirós Pacheco.
Para o presidente do sindicato, Alderi Ferraresi, a realização do vestibular em fevereiro significaria prejuízo para alunos e professores. ‘‘Neste mês, todos os importantes vestibulares do Brasil terão acabado, sobrando uma grande concorrência para Londrina. As escolas também precisam parar para dar férias aos professores.’’
O coordenador da CAE considerou possível a realização do concurso na primeira semana de janeiro, porque ‘‘existe um prazo de seis meses para acelerar o cronograma’’. À tarde, os membros da Câmara de Graduação se reuniram e deram parecer favorável à solicitação, que agora será analisado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe).
‘‘Outro resultado positivo da reunião foi a ampliação do diálogo entre UEL e escolas sobre as mudanças que acontecerão no vestibular do ano que vem’’, destacou Pacheco. ‘‘A principal será a redução de quatro para três dias.’’ Segundo ele, o novo sistema será debatido entre estudantes e professores durante o próximo semestre.
Os estudantes também são favoráveis à manutenção do concurso em janeiro, mas a maior preocupação deles é com as mudanças nas provas. ‘‘Creio que as mudanças não serão tão radicais, mas é difícil falar de um sistema que ainda não usei. Só vendo prá crer’’, afirmou Vânia Daniele de Mello Garcia, 20, que já tentou vestibular de direito na UEL.
‘‘Acho que vai ficar mais difícil ainda. A escola pública não prepara os alunos para enfrentar provas de conhecimentos gerais. Como sempre, serão beneficiados aqueles que fizerem cursinho’’, concluiu a estudante Fernanda Santos, 23. Ele tentou fisioterapia na UEL e disse que não fará o vestibular de 2003. ‘‘Já pensava em desistir. Com as mudanças, vou abandonar de vez a idéia’’.
A avaliação do ano que vem terá 60 questões de conhecimentos gerais, seguidos de exercícios específicos de gramática, língua portuguesa e literatura. No terceiro dia, será a vez de responder duas provas com 20 questões específicas cada uma.

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