UEL derruba perobas mortas
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sábado, 08 de dezembro de 2001
Célia Guerra<br>De Londrina 
Quatro perobas-rosas foram derrubadas ontem no campus da Universidade Estadual de Londrina. A peroba se tornou símbolo da UEL. Segundo o engenheiro agrônomo da prefeitura do campus, Alexander Hulsmeyer, as árvores estavam mortas e com focos de apodrecimento no tronco. Por isso elas representavam risco à comunidade universitária e ao patrimônio da universidade.
Uma das árvores cortadas, com aproximadamente 28 metros de altura, ficava ao lado de uma rede de alta tensão, próximo ao posto bancário do campus. Uma outra, com o mesmo tamanho, estava próximo ao estacionamento da Biblioteca. As outras duas ficavam ao lado da central de salas e da rotatória de acesso à prefeitura do campus, local de intenso fluxo de pessoas e veículos. As idades das perobas variavam de 200 a 400 anos.
O agrônomo disse que no final do ano passado uma análise em uma peroba próxima à Biblioteca alertou para o perigo que representaria uma queda espontânea. No início deste ano a árvore caiu derrubada pelo vento. Com isso a prefeitura decidiu pela retirada das perobas que não tivessem mais folhas verdes ou sinal de vida e próximas a áreas de risco. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autorizou a erradicação.
Das árvores centenárias ainda restam dez perobas vivas. Além delas há outras 450 mais jovens que foram replantadas pela UEL, em 1985. A degradação das perobas, explica Hulsmeyer, teve início antes da instalação da UEL, quando a área era uma fazenda. O homem, os raios e os ventos, conforme o agrônomo, são os piores inimigos da espécie. A sua sobrevivência depende de outras árvores que teriam a função de diminuir o impacto das chuvas. Como não há mais mata, as perobas da universidade estariam fora do seu ecossistema.
Os troncos das árvores foram cortados em toras de cinco metros, que foram acomodadas no pátio da prefeitura. Uma comissão será montada para definir o destino da madeira.
O IAP, segundo o chefe do escritório regional, Andrew Pinheiro Neto, recebeu a solicitação para a derrubada de 25 árvores no campus, a maioria delas de pequeno porte. Nesse pedido estavam previstas o corte de apenas três perobas. A autorização só foi concedida pelo risco que as árvores oferecem à comunidade. ''Se a peroba estivesse em uma região de mata, nem mesmo morta ela poderia ser derrubada'', disse.


