Milton DóriaContra-ataqueProença Testa: críticas à tabela de preços divulgada pelo DCEO valor cobrado pela refeição no Restaurante Universitário (RU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) varia de R$ 0,70 a R$ 3,00, dependendo da categoria - funcionário, estudante, docente ou visitante. O anúncio foi feito ontem de manhã pelo reitor licenciado Jackson Proença Testa, que informou que os preços vigorarão por dois meses. A partir de julho, a UEL entrega a administração do restaurante para o Diretório Central dos Estudantes (DCE).
O RU foi inaugurado na semana passada e começou a funcionar oficialmente ontem, por volta das 11 horas. Proença Testa informa que o Conselho de Administração da universidade chegou aos preços após fazer alguns estudos. Servidores técnico-administrativos que ganham até três salários mínimos pagarão R$ 0,70 por refeição, enquanto aqueles que recebem entre três e seis salários desembolsarão R$ 1,30. Os funcionários que recebem mais de seis salários mínimos terão de pagar R$ 1,90.
Alunos que moram na Casa do Estudante terão direito à refeição por R$ 0,70, enquanto os demais pagarão R$ 1,30. O preço da refeição para docentes foi estipulado em R$ 1,90. Visitantes também poderão frequentar o restaurante, pagando R$ 3,00 por refeição. Segundo Proença Testa, estes valores são semelhantes aos praticados na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Na quarta-feira passada, o DCE fez uma manifestação e serviu 200 refeições ao preço de R$ 0,75 - valor que a entidade considera justo. No dia seguinte, durante a inauguração do RU, os estudantes voltaram a realizar um protesto que inviabilizou, inclusive, que as autoridades discursassem. O governador Jaime Lerner (PFL) e a vice-governadora Emília Belinati (PTB) almoçaram no RU, enquanto estudantes ficaram do lado de fora gritando frases de efeito e distribuindo bananas.
O reitor licenciado afirma que o preço reivindicado pelo DCE é impraticável e que a refeição servida no restaurante é de boa qualidade e bastante diversificada. Ele critica a tabela apresentada pelo DCE, com preços de restaurantes de várias faculdades. ‘‘Disseram que o valor da refeição na Universidade de Brasília era R$ 0,60, quando na verdade, é cobrado R$ 2,50’’, exemplifica.
Mostrando um ofício encaminhado à reitoria, em que o DCE acredita ser viável oferecer refeições ao preço de R$ 0,75, Proença Testa anunciou que passará a administração do restaurante para o DCE a partir do dia 1º de julho. ‘‘Se eles conseguiram servir 200 refeições por R$ 0,75, talvez estejam trabalhando com uma eficiência que a UEL não dispõe’’, afirma. ‘‘Oferecendo três mil refeições por dia, quem sabe eles não conseguem baixar o preço para R$ 0,50’’, acrescenta Testa, reeleito no último dia 23 para outro mandato de quatro anos.
Proença Testa diz que comunicará o DCE oficialmente nos próximos dias e ressalta que a proposta exige que o valor da refeição não exceda os R$ 0,75. Também será nomeada uma comissão para fazer o levantamento do patrimônio do restaurante. ‘‘Além de administrar, o DCE será responsável pela manutenção de todos os equipamentos’’, observa.
Questionado sobre a possibilidade do DCE não aceitar a proposta, o reitor licenciado afirma que é preciso conversar. ‘‘Se o DCE se recusar, vai ter que explicar como conseguiu a refeição por R$ 0,75’’, afirma. Segundo ele, ‘‘corre à boca pequena’’ que um político teria ajudado os estudantes, por isso eles conseguiram reduzir o preço da refeição servida naquele protesto.
Proença Testa explica que, por enquanto, todo alimento utilizado no RU é comprado. Segundo ele, a Fazenda Escola da universidade ainda não está produzindo hortifrutigranjeiros, o que pode acontecer em setembro. Ele não descartou a possibilidade de ceder os produtos da fazenda para o DCE.

mockup