UEL define hoje os locais de prova
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terça-feira, 19 de março de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) definirá hoje os locais alternativos para abrigar os candidatos ao vestibular de 2002, depois que o governo do Estado decidiu não liberar as salas das escolas públicas da rede estadual. Estamos na fase de detalhamento técnico dos locais que são necessários para a realização do vestibular, apontou a vice-reitora da UEL, Vera Lúcia Suguihiro.
Para não liberar as salas na data solicitada pela universidade - de 29 de abril a 3 de maio -, a Secretaria Estadual de Educação alegou que a cessão das escolas significaria prejuízos para os alunos da rede estadual, que perderiam dias letivos. O governador Jaime Lerner (PFL) chegou a propor uma nova data para a realização do processo seletivo - de 1 a 5 de maio -, que não foi aceita pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da UEL. Até ontem, o Palácio Iguaçu informava que o governador mantinha sua sugestão. A assessoria não comentou se Lerner poderia rever ou não sua decisão.
A vice-reitora assegurou que a avaliação dos locais tem de seguir critérios rígidos que garantam segurança, conforto e tranquilidade aos vestibulandos. De acordo com Vera Lúcia, pelo menos dois dos prédios vistoriados pela UEL na última semana têm condições de funcionar como locais de prova. A comissão do vestibular visitou o Centro de Eventos de Londrina, o Shopping Catuaí, Armazém da Moda, Colégio Nobel e Sociedade Rural do Paraná.
A vice-reitora garantiu também que continua analisando todas as alternativas para realizar o vestibular exclusivamente em Londrina, como sempre aconteceu. Mas caso isso não seja possível, a UEL poderá aplicar as provas em cidades próximas, precisou a vice-reitora.
O impasse quanto às datas acabou gerando outra dificuldade: arrumar carteiras para os mais de nove mil inscritos que irão participar do processo seletivo fora do campus da instituição no total são 19 mil inscritos. Da necessidade inicial de cinco mil carteiras, a UEL já havia conseguido reduzir para três mil até ontem à tarde.
Continua em estudo a compra, a locação e o empréstimo de carteiras de outras instituições. A UEL ainda tenta fazer com que o governo reveja sua decisão e ceda as escolas públicas estaduais, através da intermediação do deputado Durval Amaral (PFL), líder do governo na Assembléia Legislativa.
Ontem, o reitor Pedro Gordan, a vice-reitora, a chefe da divisão administrativa da Comissão Permanente de Seleção (Copese), Maria Lúcia Bacarin, e a coordenadora da Coordenadoria de Assuntos de Ensino e Graduação (CAE), Maria Júlia Giannasi, conversaram com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), George Hiraiwa. Ele queria conhecer os problemas de logística para a realização do vestibular e avaliar como as entidades empresariais locais poderiam ajudar.


