A Universidade Estadual de Londrina (UEL) definirá hoje os locais alternativos para abrigar os candidatos ao vestibular de 2002, depois que o governo do Estado decidiu não liberar as salas das escolas públicas da rede estadual. ‘‘Estamos na fase de detalhamento técnico dos locais que são necessários para a realização do vestibular’’, apontou a vice-reitora da UEL, Vera Lúcia Suguihiro.
Para não liberar as salas na data solicitada pela universidade - de 29 de abril a 3 de maio -, a Secretaria Estadual de Educação alegou que a cessão das escolas significaria prejuízos para os alunos da rede estadual, que perderiam dias letivos. O governador Jaime Lerner (PFL) chegou a propor uma nova data para a realização do processo seletivo - de 1 a 5 de maio -, que não foi aceita pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da UEL. Até ontem, o Palácio Iguaçu informava que o governador mantinha sua sugestão. A assessoria não comentou se Lerner poderia rever ou não sua decisão.
A vice-reitora assegurou que a avaliação dos locais tem de seguir critérios rígidos que garantam segurança, conforto e tranquilidade aos vestibulandos. De acordo com Vera Lúcia, pelo menos dois dos prédios vistoriados pela UEL na última semana têm condições de ‘‘funcionar’’ como locais de prova. A comissão do vestibular visitou o Centro de Eventos de Londrina, o Shopping Catuaí, Armazém da Moda, Colégio Nobel e Sociedade Rural do Paraná.
A vice-reitora garantiu também que continua analisando todas as alternativas para realizar o vestibular exclusivamente em Londrina, como sempre aconteceu. Mas caso isso não seja possível, ‘‘a UEL poderá aplicar as provas em cidades próximas’’, precisou a vice-reitora.
O impasse quanto às datas acabou gerando outra dificuldade: arrumar carteiras para os mais de nove mil inscritos que irão participar do processo seletivo fora do campus da instituição – no total são 19 mil inscritos. Da necessidade inicial de cinco mil carteiras, a UEL já havia conseguido reduzir para três mil até ontem à tarde.
Continua em estudo a compra, a locação e o empréstimo de carteiras de outras instituições. A UEL ainda tenta fazer com que o governo reveja sua decisão e ceda as escolas públicas estaduais, através da intermediação do deputado Durval Amaral (PFL), líder do governo na Assembléia Legislativa.
Ontem, o reitor Pedro Gordan, a vice-reitora, a chefe da divisão administrativa da Comissão Permanente de Seleção (Copese), Maria Lúcia Bacarin, e a coordenadora da Coordenadoria de Assuntos de Ensino e Graduação (CAE), Maria Júlia Giannasi, conversaram com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), George Hiraiwa. Ele queria ‘‘conhecer os problemas de logística para a realização do vestibular e avaliar como as entidades empresariais locais poderiam ajudar’’.

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