O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa, afirmou ontem que a instituição só vai pagar aos bolsistas do programa Pró-Egresso a partir deste ano se o governo do Estado se comprometer a mandar o dinheiro com antecedência. Caso contrário, disse o reitor, o programa será mantido com estagiários que trabalhariam gratuitamente.
O problema com o Pró-Egresso começou em julho, quando o governo começou a atrasar o repasse dos recursos para pagamento dos bolsistas. No total, são 32 estudantes dos cursos de direito, psicologia, serviço social e biblioteconomia que recebem uma bolsa de R$ 140,00 mensais.
Por causa do impasse, em outubro o reitor da UEL decidiu pagar os universitários com dinheiro da própria instituição até dezembro. Foram destinados ao programa, segundo o reitor, aproximadamente R$ 17 mil, que até agora não foram ressarcidos pelo Estado. Jackson Testa destaca que a UEL mantém outros projetos para atender alunos carentes.
‘‘Acho que o Estado tem a obrigação de cumprir a sua parte, oferecendo recursos financeiros ao programa’’, cobra Roulien Galoro, estudante de direito, que há um ano é bolsista do Pró-Egresso. Ele avalia que o fim das bolsas pode desestimular o trabalho desenvolvido pelos alunos.
O Pró-Egresso promove acompanhamento e recuperação dos condenados pela Justiça que cumprem pena em liberdade. Em Londrina são atendidas 220 pessoas - em todo o Estado são 2.744. O atraso do repasse também atingiu outras cidades.

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