O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) se reúne hoje à tarde para decidir sobre a data do vestibular da instituição. Inicialmente, o concurso seria realizado de 29 de abril a 3 de maio (segunda a sexta), mas a Secretaria Estadual de Educação condicionou o empréstimo das escolas estaduais à mudança da data para o período de 1 a 5 de maio (quarta-feira a domingo), alegando que dessa forma os alunos perderiam menos aulas. De acordo com o reitor da UEL, Pedro Gordan, a decisão sobre a data não pode passar de hoje. ‘‘Estamos em cima do prazo’’, afirmou.
Amanhã, durante a sessão da Câmara Municipal de Londrina, o vereador Carlos Alberto Bordin (PPB) apresentará um requerimento em regime de urgência, para ser enviado ao governador Jaime Lerner (PFL), pedindo a manutenção da data original do concurso. Segundo ele, o documento explicará que a realização das provas de 1 a 5 de maio implicaria na necessidade de fechar as escolas dois dias antes (segunda e terça) para arrumar as salas. ‘‘O tumulto seria maior’’, argumentou.
O requerimento também tem o objetivo de mostrar à população que os vereadores que o assinarem estarão apoiando a UEL, além de atestar disposição em ajudar a resolver o impasse. ‘‘Já conversei com quase todos os vereadores e acredito na aprovação’’, disse. Bordin afirmou ainda que a reposição dos quatro dias perdidos (dia 1º é feriado) poderia acontecer em dois dias no final de cada semestre do ano letivo ou até mesmo aos sábados.
A Sociedade Rural do Paraná (SRP) enviou ofício à UEL colocando as instalações do Parque Governador Ney Braga à disposição da universidade para realização do concurso. A entidade possui quatro pavilhões cobertos que poderiam abrigar pelo menos duas mil pessoas sentadas. ‘‘Achamos que nossa universidade precisa ser tratada com respeito e dignidade, por isso resolvemos dar o nosso apoio’’, afirmou Francisco Galli, presidente da SRP. Ele também pretende mobilizar empresários da cidade que possuem prédios e barracões para que cedam esses espaços à UEL.
O reitor Pedro Gordan vê com bons olhos essas iniciativas de apoio. ‘‘Todas as alternativas são muito bem vindas’’, avaliou. Ele acredita, porém, que ainda existe boas possibilidades de negociação com governo.

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