UEL decide cortar reajustes
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sexta-feira, 05 de outubro de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Em uma reunião realizada na tarde de ontem, o Conselho Administrativo (CA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiu suspender o aumento nos salários dos servidores que trabalham em cargos comissionados e funções gratificadas na universidade.
Como consequência, 851 funcionários, entre pró-reitores, diretores de centros, de sessões, chefes de divisões e outros, que tiveram seus salários reajustados em agosto deste ano, voltarão a ganhar os mesmos salários de julho.
O impacto de R$ 300 mil mensais, o equivalente a 4,08% da folha de pagamento da universidade, foi o que gerou a polêmica, já que o governo estadual cortou R$ 3,6 milhões do repasse destinado ao pagamento de pessoal da UEL no mês passado. A previsão da folha de pagamento era de R$ 18.192 milhões, mas o repasse foi de R$ 14.592 milhões.
''Estamos lutando por uma política única para cargos comissionados e funções gratificadas dos servidores, pois quando o aumento foi proposto ele deveria contemplar administração direta e autárquica e entendemos que as universidades são autarquias do governo'', disse o vice-reitor Cesar Caggiano dos Santos.
Segundo Caggiano, o objetivo agora é negociar com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Ele deve ir à Curitiba na próxima semana para reunir-se com a coordenação da Seti.
Para a presidente do Sindicato dos Professores da UEL e região (Sindiprol), Inez Almeida, o conselho administrativo cumpriu com a função de organizar a regulamentação do decreto de 2005 junto à Seti. ''A medida de suspender o aumento salarial auxilia o processo administrativo que busca uma política única de salários que englobe todas as universidades.'' A FOLHA tentou contato com o representante dos funcionários da UEL, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.


