A assessoria de gabinete de Reitoria da Universidade Estadual de Londrina enviou anteontem uma nota à reportagem da Folha dando sua versão às informações publicadas em matéria veiculada no último dia 26. Na reportagem, constam informações de um relatório divulgado pelo 5º Batalhão de Polícia Militar de Londrina (5º BPM), sobre o aumento de 60% no número de ocorrências policiais registradas no campus entre janeiro e outubro de 2004, com relação ao mesmo período de 2003. A nota, assinada pelo assessor do gabinete Osmani Costa, afirma que o número de ocorrências caiu de 203 para 98, no mesmo intervalo de tempo, o que representa queda superior a 50%.
Na nota, a assessoria também acha que a reportagem forçaria o leitor a entender que o sistema de segurança da UEL está em pleno funcionamento desde setembro de 2003. Segundo Costa, ''na verdade, ele só passou a funcionar totalmente no início de setembro deste ano.'', destacando ainda os resultados positivos: o número de ocorrências em setembro e outubro de 2004 caiu de 28 para 16, se comparado com o mesmo período do ano passado, segundo a nota.
As diferenças nos números explicam-se pelo fato de que o prefeito do campus, Laerte Matias, não dispunha de índices exatos relativos à quantidade de registros na universidade, na ocasião da entrevista. Durante os contatos com a reportagem, Matias afirmou que ''houve queda no número de ocorrências, mas que não é possível quantificá-la.''
O prefeito justificou o acréscimo no número de registros na PM afirmando que os novos procedimentos adotados pela administração da Universidade obrigam os responsáveis pelos departamentos a comunicar qualquer ocorrência à polícia, o que foi devidamente relatado no box anexo à reportagem. No entanto, os próprios números constantes na nota colocam em conflito a adoção de tais procedimentos, visto que a PM contabiliza 16 ocorrências, contra 98 contadas pela direção da Universidade.

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