UEL completa 32 anos e busca apoio da sociedade
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segunda-feira, 06 de outubro de 2003
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) completa hoje 32 anos, mantendo-se como uma das principais referências entre as instituições de ensino superior do sul do País. Para comemorar o aniversário foram programdas atividades e eventos. Ontem foram homenageados professores e diretores das cinco faculdades pioneiras que deram corpo à UEL na década de 70. ''Tivemos muitas dificuldades, mas creio que conseguimos garantir boas condições para a futura universidade'', comentou orgulhoso o ex-diretor da Faculdade de Direito de Londrina e um dos homenageados, Theobaldo Cioci Navolar, 89 anos.
''Cada um deles colocou um tijolinho na história da UEL, que começou com oito cursos e hoje conta com 41 de graduação. Temos 16 mil alunos graduandos e pós-graduandos e um corpo docente onde 76% dos professores possuem mestrado e doutorado'', destacou a reitora Lygia Pupatto.
Ontem foi apresentada a logomarca desenvolvida por alunos e professores dos cursos de Artes e Desenho Industrial: uma peroba rosa, semelhante a dezenas encontradas no campus. ''Depois de apresentarmos aqui, vamos trabalhar na divulgação da marca e depois lançar produtos com o símbolo'', explicou um dos coordenadores do projeto, professor Ubirajara Senatore, referindo-se à camisetas, bonés e botons, entre outros produtos.
Também foram lançados um Caderno de Avaliação Institucional, que traz o perfil do aluno da UEL e o Conselho de Interação Universidade-Sociedade, formado por 72 pessoas. ''Trata-se de um conselho consultivo onde dois terços dos integrantes serão pessoas da sociedade londrinense. Precisamos nos abrir mais à sociedade e discutir objetivos comuns à cidade e à UEL'', disse a reitora. O lançamento do Conselho estava previsto para a noite de ontem e contaria com a presença do secretário Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi.
A semana comemorativa contará ainda com doação de equipamentos ao Departamento de Geociências, apresentações musicais no Hospital Universitário (HU) e com a visitação de centenas de estudantes do ensino médio. Além dos 16.540 alunos, a UEL conta com 1.675 professores e 3.697 funcionários.
A UEL pra mim é sinônimo de sossego, de um campus de verdade. Aqui não é apenas um prédio cheio de cursos. Pena que falta verba para tudo: estagiários, laboratórios e para pesquisa. Minha professora de química disse que o laboratório continua igual mesmo passados mais de dez anos.
Leandro Nunes, 22 anos, 3º ano de biologia
Aqui não existe um inspetor cuidando da gente como nas faculdades particulares, tanto que podemos estudar ao ar livre e caminhar pelo gramado. O que precisa mesmo é o governo valorizar mais o ensino superior. Em uma particular, por exemplo, a qualidade pode não ser a mesma daqui, mas todas as salas têm luz.
Mariana Lemos, 22 anos, 4º ano de direito
Gosto do campus e também de muitas coisas que estão ligadas à UEL, como o Festival Internacional (Filo). Como consegui transferência de uma faculdade particular, é impossível deixar de fazer comparações. O problema é que os recursos não estão disponíveis para todos os centros na mesma proporção.
Nádia Taniyama, 21 anos, 3º ano de biologia


