UEL aprova criação do curso de Fonoaudiologia
Proposta será encaminhada ao governo do Paraná, responsável pela implementação efetiva da nova graduação
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de agosto de 2025
Proposta será encaminhada ao governo do Paraná, responsável pela implementação efetiva da nova graduação
Da Redação 

O Conselho de Administração (CA) da UEL (Universidade Estadual de Londrina) aprovou a criação do curso de Fonoaudiologia. A proposta partiu do Departamento de Patologia, Análises Clínicas e Toxicológicas e foi analisada por todas as instâncias – Conselho de Centro; Câmara de Graduação; Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) e CA. A solicitação segue agora para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), responsável pela implementação efetiva da nova graduação.
A proposta prevê implantar a graduação de Fonoaudiologia (bacharelado) - ligada ao Centro de Ciências da Saúde - , com duração de cinco anos, no período matutino, com carga horária total de 4 mil horas, oferecendo 30 vagas anuais. Segundo a diretora do CCS e coordenadora da proposta, professora Andrea Name, existe uma demanda acadêmica, ou seja, a de possibilitar que estudantes possam fazer um curso em uma universidade pública para suprir uma necessidade regional.
Demanda urgente no Norte
A criação do curso conta com respaldo dos Conselhos Profissionais de Fonoaudiologia (Federal e Regional) que foram consultados pelo CCS e demonstraram grande interesse. A proposta também foi apresentada a gestores da área de saúde como forma de suprir uma demanda urgente de profissionais para atendimento na saúde básica de Londrina e em toda a macrorregião da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), que reúne 22 cidades na região Norte.
De acordo com levantamento apresentado aos conselheiros, há uma quantidade muito restrita de fonoaudiólogos que atendem a rede pública de saúde de Londrina, na assistência direta à população.
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Somente em uma universidade pública
Essa defasagem, acrescenta a diretora, confronta com o princípio de integralidade e universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS), que preconiza o atendimento completo e abrangente do paciente, considerando suas necessidades físicas, mentais, sociais e emocionais. “Hoje nós não conseguimos implantar a assistência de forma adequada, integral, porque não temos profissionais que possam suprir essa demanda do mercado de trabalho”, afirma.
Ela explica que a graduação de fonoaudiologia é oferecida no Paraná em somente uma universidade pública, que é a Unicentro (Universidade Estadual do Centro), no campus de Irati.
Para a reitora da UEL, Marta Favaro, a proposta do novo curso de Fonoaudiologia, somada à recente iniciativa para a criação do curso de Geologia, reforça o papel da UEL como uma instituição protagonista na busca por soluções para desafios sociais e regionais.
“Fonoaudiologia vem ao encontro às crescentes demandas por atenção à saúde, especialmente na prevenção e reabilitação. Ao investir nessa área, reafirmamos o papel da UEL como uma universidade pública que forma profissionais comprometidos com a transformação social e com o cuidado com a vida em todas as suas dimensões”, defendeu.
Em todos os ciclos da vida
O professor Paulo Melo, do Departamento de Patologia, Análises Clínicas e Toxicológicas, é fonoaudiólogo e integrou a comissão de elaboração pedagógica do curso. Ele explica que o profissional da área é qualificado para atuar na promoção da saúde, prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento dos distúrbios da comunicação humana, bem como, no aperfeiçoamento dos padrões da audição, voz, fala, deglutição e linguagem. Atualmente a Fonoaudiologia conta com 15 especialidades.
“O profissional atende pacientes em todos os ciclos da vida, desde o bebê ao idoso. Existe uma demanda reprimida, por isso é necessário a formação de profissionais de qualidade para atender tanto o município como toda a região”, detalha.
O fonoaudiólogo é responsável pela triagem auditiva neonatal (exame da orelhinha que identifica a capacidade auditiva de recém-nascidos) e teste da linguinha, também realizado em bebês, para avaliar a mobilidade da língua e identificar a anquiloglossia (língua presa). Os fonoaudiólogos também são os profissionais que constatam casos de disfagia (quando o paciente aspira alimento ou saliva e vai para pulmão) em ambientes hospitalares, por exemplo.
Futura Clínica de Fonoaudiologia
Existe ainda o atendimento a crianças com necessidades especiais (PCDs), pessoas que sofreram AVC e têm sequelas e os pacientes da terceira idade que necessitam de acompanhamento e reabilitação.
Ainda de acordo com o professor, a proposta inclui futuramente a construção de uma Clínica de Fonoaudiologia para realização dos estágios dos alunos de 4º e 5º anos. Por meio dessa estrutura, o curso poderá atender a população e, inclusive, profissionais que utilizam a voz, como jornalistas, professores, palestrantes, músicos e artistas. Além disso, terá conexão com outras graduações da UEL relacionadas à área da saúde, e outras, como Jornalismo, Artes e Música.
(Com informações da Agência UEL)
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