Aproveitando a passagem do Dia Nacional de Combate contra o mosquito da dengue, que ocorre hoje, alunos de Biologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) participaram ontem de um ''arrastão'' pelo campus (zona sul da cidade). A atividade, que envolveu 100 estudantes, teve como objetivo acabar com focos do mosquito no local, e conscientizar a comunidade universitária para o perigo da doença.
O Dia D de combate à dengue, como a data vem sendo chamada, será aberto hoje pelo ministro da Saúde, Barjas Negri, tentando chamar atenção sobre uma das maiores barreiras ao trabalho dos mata-mosquitos: a recusa da população em abrir a porta de suas casas aos agentes de saúde. Negri escolheu a Urca, na zona sul do Rio, para iniciar a inspeção nas moradias, pois mais de 50% das residências do bairro não foram vistoriadas por resistência dos moradores. Uma das metas do governo é reduzir os casos da doença, em 2003, à metade das 672 mil notificações ocorridas em 2002.
Em Londrina, na UEL, a mobilização irá continuar em caráter permanente, envolvendo cerca de 300 pessoas. Além de alunos, estão na frente de combate professores do curso de Biologia, do Colégio de Aplicação, funcionários da prefeitura do campus e equipe de técnicos da Secretaria de Saúde do Município de Londrina. ''Nós queremos que os envolvidos na campanha levem isso para casa, para o bairro, e até mesmo que encham o saco dos vizinhos'', brinca José Lopes, professor de Biologia da universidade e mebro dos comitês de combate à dengue em Londrina e Cambé.
Ontem, as atividades iniciaram no Centro de Ciências Humanas (CCH) e passaram por todo o campus da UEL. No Restaurante Universitário (RU), a preocupação foi com os copos plásticos. A mobilização pediu a todos os usuários que deixassem os copos dentro do local, evitando que acabem jogados em passeios ou jardins, criando água parada tão convidativa ao mosquito transmissor da doença, Aedes aegypti. Calhas receberam aplicação do pó abate, uma larvicida químico com baixo índice tóxico, para matar possíveis larvas.
O professor conta que após a última greve na UEL, ano passado, a quantidade do mosquito ficou extremamente alta dentro do campus. Um grupo tem tratado do problema e contornou a situação. O objetivo ainda é chegar ao nível zero de infestação. Ele lembra que, como a maior parte das universidades, a UEL recebe intenso fluxo de pessoas, vindas de todo o país.
Em Londrina, o Dia ''D'' de mobilização contra a dengue será lembrado às 10 horas, no Calçadão. O secretário de Saúde de Londrina, Silvio Fernandes da Silva, e membros do comitê de mobilização contra a dengue estarão convocando a população para entrar na luta contra o Aedes aegypti.
Espalhados pelas regiões da cidade, 200 agentes de controle da dengue farão arrastões em fundos de vales para recolher entulhos e a ação terá apoio da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).

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