A política de cotas adotada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi mantida. A decisão foi tomada ontem pela manhã em uma reunião do Conselho Universitário da UEL, onde 26 dos 41 integrantes votaram a favor das alterações que aumentam no sistema que reserva vagas para estudantes e negros oriundos de escolas públicas.
De acordo com o pró-reitor de graduação, Ludoviko dos Santos, o que mudou foi a proporcionalidade das cotas. No sistema atual as vagas eram proporcionais ao total de inscritos no vestibular, mas a partir de 2013 o cálculo será referente à quantidade de vagas no curso escolhido pelo aluno. ''É um grande avanço'', disse. Portanto, com a decisão, 20% das vagas de todos os cursos serão destinadas aos negros de escolas públicas e 20% para os demais estudantes de escolas públicas.
''Vimos que a qualidade do ensino não sofreu alteração, a média aritmética de alunos cotistas e não cotistas é a mesma e, além disso, a evasão entre alunos cotistas é menor do que o número registrado entre os não cotistas'', explicou.
Para o pró-reitor, o sistema cumpre o papel de inclusão social e racial. Daqui a cinco anos, acrescenta ele, haverá uma nova avaliação do sistema, mas na ocasião as cotas não serão colocadas em votação. ''Elas vão continuar'', garantiu.
Uma das mais atuantes participantes do Movimento Negro em Londrina, Wilma Santos Oliveira, vice-presidente do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial, diz que a manutenção das cotas é uma vitória, ainda que esteja longe do que considera ideal. ''Gostaríamos de ter 50% das vagas reservadas para negros, o que seria referente à proporção da raça no Brasil. Porém, além da continuidade das vagas, conquistamos agora sua ampliação com relação ao total'', comemorou.(Colaborou Marian Trigueiros)

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