UEL amplia para 31 os locais de provas
Érika Pelegrino
De Londrina
A grande procura pelo vestibular de inverno da Universidade Estadual de Londrina (UEL) - que atingiu recorde de inscritos com 27.500 candidatos de mais de 21 estados brasileiros -, exigiu que a instituição ampliasse os postos para realização das provas, que passaram de 22 (último concurso) para 31. Mas o problema maior é que alguns postos serão em escolas bem afastadas, entre elas a do Conjunto Cafezal 4 (zona sul) e do Parque Ouro Verde (zona norte). A Folha publica abaixo o mapa dos locais onde os vestibulandos farão as provas.
O candidato que for prestar o vestibular no Colégio Maria Aguilera (Cafezal 4), na zona sul, por exemplo, terá que percorrer um trecho de aproximadamente 9 quilômetros do centro da cidade. De carro, seriam gastos cerca de 20 minutos. De ônibus, o tempo será bem maior.
O reitor Jackson Proença Testa explica que a demanda é muito grande e todas as escolas mais próximas já estão ocupadas com o vestibular, por isso tiveram que recorrer a locais mais afastados. São muitos candidatos. É uma cidade de porte médio dentro de Londrina fazendo vestibular, afirma o reitor.
Com o término deste vestibular, o reitor afirma que será feita uma avaliação pelo Conselho de Administração da UEL para uma preparação para os próximos vestibulares. Segundo ele, como a tendência pela procura do vestibular da UEL é aumentar, será preciso um estudo e investimentos para futuramente a cidade conseguir comportar o volume de pessoas que chegam nesta época.
A estrutura de hospedagem também não é suficiente para atender os candidatos, segundo o reitor. Até os hotéis da região já estão lotados, os da cidade já foram reservados há algum tempo, afirma. Para suprir a falta de vagas em hotéis e pensionatos que já estão lotados, as famílias que se dispõem a atender os candidatos acabam sendo a solução.
Temos uma lista de indicação do Nubec (Núcleo de Bem-Estar da Comunidade) destas famílias, afirma o reitor. Apesar dos problemas estruturais, a grande procura pelo vestibular da UEL é vista de forma positiva pelo reitor. Este é um dos indicadores, segundo ele, de que a UEL ganhou projeção nacional.
Na avaliação de Jackson Proença Testa, vários fatores contribuem para esta concorrência. O concurso em julho, segundo ele, representa uma segunda oportunidade para o candidato prestar vestibular durante o ano; os treineiros - alunos do terceiro colegial que prestam o concurso para se preparar - também buscam o vestibular de inverno.
Outro fator importante, na opinião do reitor, foi a avaliação do Ministério da Educação (MEC) na qual a UEL ficou em terceiro lugar. Esta colocação despertou a mídia nacional para a instituição, provocando esta corrida pelo vestibular da UEL, devido a qualidade de ensino, afirma.
Jackson Proença Testa afirma que os investimentos que vêm sendo feitos no câmpus nos últimos quatro anos - R$ 20 mi em obras e equipamentos - também contribuíram para que o estudante optasse por Londrina na hora de se inscrever para o vestibular.
A criação da Editora da UEL há três anos, que já publicou 220 livros neste período, também tem ajudado a divulgar a instituição, complementa o reitor.
Testa lembra que quando a universidade decidiu voltar a fazer o vestibular de inverno foram feitas muitas críticas. Recebemos protestos, mas hoje recuperamos 1.500 vagas - no total são 3 mil entre vestibular de inverno e de verão - e outros estados como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, também voltaram a fazer o vestibular de inverno. Fomos pioneiros, afirma.





