O Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel) decidiu ontem, em assembléia, que pode entrar em greve por tempo indeterminado, a partir do dia 17 de setembro, caso o governo do Estado não conceda reajuste salarial de 50,03%, reinvidicado pelos funcionários. Também ficou decidido que na próxima quinta-feira os servidores vão fazer uma paralisação de advertência, no Calçadão, para chamar a atenção do governo e da comunidade.
Cerca de 500 servidores participaram da assembléia que contou com a participação do reitor Pedro Alejandro Gordan e da vice-reitora Vera Lúcia Tieko Suguihiro, que foram questionados pelos funcionários sobre várias questões internas da universidade.
O presidente do sindicato, Itamar Rodrigues do Nascimento, disse que o reajuste reivindicado é resultado da defasagem salarial, já que os servidores estão há seis anos sem aumento. Ele informou também que o sindicato entregou uma pauta com 33 reivindicações ao reitor que se comprometeu em estudá-la juntamente com o Conselho de Administração da UEL a partir de quarta-feira.
O reitor disse que as questões salariais não dependem da universidade, mas que vai tentar negociar com o governo do Estado. ''Mas não pretendo entrar em atrito com o governo'', disse Gordan, que foi nomeado por Jaime Lerner na semana passada.
Gordan também se declarou impressionado com a qualidade de vida dos servidores que durante a assembléia fizeram várias denúncias sobre problemas internos que os afetam diretamente. ''Ainda não temos proposta nenhuma porque somente agora estamos sendo informados dessas denúncias. Mas estou muito impressionado com os salários dos servidores das escalas inferiores''. Entretanto, ele ressaltou que se a greve for abusiva os servidores podem ter os salários reduzidos.
Ele garantiu que a possível greve e a paralisação não vão prejudicar o andamento das investigações que estão sendo feitas na UEL por causa de denúncias de irregularidades da gestão anterior.
Entre as 33 reivindicações entregues ao reitor estão a implantação do plano de cargos e salários, plano de saúde, creche para filhos de servidores que não conseguem vaga na creche da UEL, fornecimento do café da manhã e plano de capacitação permanente para o pessoal técnico-administrativos em todos os níveis.

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