UBS está sendo destruída por vândalos
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina deve gastar mais do que o previsto para a reforma e ampliação da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Eldorado (Zona Leste). O imóvel, que está fechado desde junho do ano passado - quando o atendimento foi transferido para uma sede provisória -, está sendo destruído por vândalos. A reportagem da FOLHA esteve no local na manhã de ontem e constatou que já não restam mais vidros nas janelas; quase todas as luminárias foram quebradas; um buraco foi feito na parede que dá acesso à rua e a porta da unidade foi completamente destruída. Na área externa é possível encontrar fezes de cavalos que constantemente pastam no local.
Os moradores lamentam as condições do imóvel. A dona-de-casa Maria Rita Gonçalves disse que é comum ver usuários de drogas dentro da UBS. ''Está perigoso, a gente sempre escuta barulhos aí dentro, gente que vem usar drogas e que acaba quebrando tudo. É um absurdo esse abandono'', comentou.
O diretor de Serviços de Apoio da Secretaria Municipal de Saúde, José Carlos Salvador, disse que serão tomadas medidas para evitar mais depredações. ''Vamos mandar soldar os portões, colocar tampões para dificultar que esse tipo de coisa continue acontecendo'', disse.
A unidade do Eldorado foi construída em 1980, na Rua Pitágoras, 188, em uma área onde vivem cerca de 9 mil pessoas. Desde junho do ano passado os usuários estão sendo atendidos na Rua Mahatma Ghandi, 205, espaço cedido em regime de comodato pela empresa Carambeí, até que a unidade seja reformada e ampliada.
O projeto prevê a ampliação da área construída, que passará dos atuais 122 metros quadrados para 338 metros quadrados. Mas as obras ainda devem demorar para sair do papel. O engenheiro da Diretoria de Planejamento da Secretaria de Saúde, João Verçosa, disse que o processo de licitação ainda não foi aberto, pois o município depende de uma verba que será liberada pelo Ministério da Saúde. ''É uma verba de cerca de R$ 230 mil e ainda está em tramitação. Estamos dependendo deles para que possa ser iniciado qualquer procedimento'', disse.


