UBS está com risco de desabamento em Paiquerê
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
O paciente que chega para ser consultado na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Distrito de Paiquerê, zona sul de Londrina, se depara com a porta fechada. Cartazes anunciam "risco de desabamento" da unidade.
O portão principal está fechado desde novembro. A estrutura metálica está envergada, dado o peso da marquise que está cedendo. Rachaduras estão por toda a parte e vidros, soltos. "Funcionário pode correr risco, paciente não", reclamou uma servidora, que preferiu não ser identificada.
O portão dá acesso à recepção e ao arquivo da UBS. A poucos metros ficam as salas de esterilização, inaloterapia, farmácia, consultório e de vacinas, esta em pior situação. Há infiltrações e parte do forro está desabando. "Você acha que eu trabalho feliz dessa forma?", indignou-se outra servidora.
Usuários utilizam uma porta lateral do imóvel para serem consultados, mas a interdição parcial do posto de saúde vem afastando pacientes. Os atendimentos caíram 35% nos últimos meses. "O posto está terrível, sem condições de usar", reclamou a auxiliar de serviços gerais, Juliana Carolina da Silva. A última reforma na unidade ocorreu em 1989.
O imóvel onde funciona a UBS foi construído em 1971, inicialmente utilizado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). A parceria com a prefeitura vigorou até a década de 90. Depois, a unidade passou a ser utilizada exclusivamente por servidores municipais.
O posto de saúde foi vistoriado por engenheiros da Secretaria de Obras. Uma reforma está sendo discutida com a UEL. "É necessário (discutir com a UEL), é patrimônio dela. Qualquer mudança ou alteração precisa do aval da universidade. Estou aguardando esse posicionamento", disse o secretário de Saúde, Francisco Eugênio de Souza.
Outra alternativa é construir uma nova unidade no distrito, que tem cerca de 2,4 mil habitantes. "Do jeito que está fica uma impressão ruim, por isso que estamos providenciando laudos para resolver o quanto antes. Existe a possibilidade da construção de uma nova unidade, mas até a edificação é necessária uma reforma", explicou.
A Secretaria de Obras ainda não apresentou parecer sobre a reforma da unidade; não houve consenso com a UEL.


