Londrina – A chuva que caiu no início da tarde de ontem foi moderada, mas o suficiente para provocar o alagamento da Unidade Básica de Saúde Orlando Cestari, do Jardim União da Vitória (zona sul). A água atingiu a laje e verteu por goteiras no teto, pelos dutos de energia elétrica e pelo ventilador, além de escorrer pelas paredes. O atendimento na unidade, reinaugurada em outubro, foi suspenso e gerou descontentamento dos usuários.
Na tentativa de conter as goteiras, os servidores colocaram baldes. A medida não deu certo, já que o piso da unidade ficou todo molhado, principalmente na recepção, na área de espera e na sala de puericultura. Ontem à tarde os funcionários trabalhavam para retirar toda a água.
Como o atendimento suspenso, os médicos foram deslocados para a UBS do Jardim Leonor, na zona oeste. Isso gerou o descontentamento das pessoas que procuraram a unidade em busca de uma consulta médica ou à procura de medicamentos. A moradora do União da Vitória, Maria Alves dos Santos, de 34 anos, que trabalha com serviços gerais, tentava em vão agendar uma consulta. Ela reclamou que teria de voltar outro dia. "Isso é péssimo, mas fazer o quê? Vou ter que esperar eles arrumarem para vir de novo para agendar um horário", disse, conformada.
Para a enfestadeira de tecidos Franciele Pereira, de 28 anos, as goteiras na unidade representam um desrespeito total com a população. "Como uma unidade que foi reformada recentemente apresenta esse tipo de problema?", criticou.
Construído em 1995, o prédio foi reinaugurado no dia 10 de outubro depois de ficar 197 dias fechado. A reforma na unidade custou R$ 183 mil, mas os telhados não foram substituídos. Eles foram apenas lavados. Franciele conta que foi desconfortável ter de entrar na UBS com o piso todo alagado, mas revelou que conseguiu ser atendida. "Mas vi várias pessoas indo embora por não conseguir atendimento. Tive sorte", apontou.

VISTORIA
A diretora geral da Secretaria Municipal de Saúde, Suzana Verlingue, afirmou que o problema foi provocado por calhas entupidas. "As calhas ficaram obstruídas e a água acabou extravasando pelas perfurações existentes nas lajes por onde passam os cabos de energia, luminárias e o ventilador", explicou. Ela afirmou que em princípio não sabe se há alguma telha quebrada, mas destacou que se for encontrado material danificado, irá providenciar o reparo até hoje.
"Por termos recebido a obra de reforma há pouco tempo não esperávamos que isso fosse acontecer", afirmou Suzana. "A Secretaria de Obras fez a vistoria do prédio antes de receber a unidade da construtora e não havia sido identificado nada que pudesse provocar isso", destacou Suzana.

mockup