O Centro de Saúde Municipal Dr. Orlando Vicentini, no Conjunto Maria Cecília (Zona Norte de Londrina) será fechado para reforma geral. Durante o período que durar a obra (de 4 a 6 meses), os pacientes deverão buscar atendimento nas unidades dos conjuntos Vivi Xavier, Aquiles Stenghel e João Paz. A mudança já provoca reclamações dos usuários.
Segundo Cláudio Parigo, presidente do Conselho de Assistência Social de Londrina (Consaslon), a transferência não é tão simples como parece. ''O posto do Vivi Xavier fica a 5 km de distância e as unidades do Aquiles Stenghel e João Paz ficam a mais de 2 km. Os pacientes idosos e hipertensos terão muita dificuldade no deslocamento'', explica.
Para ele, uma solução satisfatória seria transferir os atendimentos básicos para algumas salas improvisadas no Centro Cultural Lupércio Luppi, na Avenida Saul Elkind. ''Além do fácil acesso para todos os pacientes, o centro dispõe de um espaço amplo'', afirma Parigo, que recolheu mais de 100 assinaturas junto à comunidade, solicitando a aprovação da proposta pela Secretaria de Saúde.
A diretora executiva da Secretaria de Saúde, Marlene Zucoli, diz que não será possível usar as instalações do Centro Cultural da Zona Norte. Os atendimentos de atenção básica serão transferidos para os postos do Aquiles Stenghel e João Paz e os plantões 16 horas serão atendidos no Vivi Xavier. Os grupos de hipertensos e diabéticos continuarão a desenvolver suas atividades normalmente no centro comunitário do bairro ou em alguma escola próxima.
Para Maria Claudete Felisberto, de 55 anos, que tem cinco pontes de safena, o deslocamento até o Vivi Xavier será quase que impossível. ''Eu mal consigo andar e não tenho carro.'' João Romildo, 61 anos, que é hipertenso, também está preocupado com a situação. Segundo ele, a unidade não está mais agendando consultas. ''Nós concordamos com a reforma, até porque é uma melhoria para nós, mas o problema é a distância dos outros postos. Estamos preocupados com isso'', comenta.
Inaugurada em 1985, a Unidade de Saúde do Maria Cecília atende diariamente cerca de 600 pacientes de dez bairro.

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