Funcionários da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Maracanã (Zona Oeste de Londrina) vão trabalhar em horário diferenciado até a prefeitura terminar a reforma que deve garantir mais segurança aos servidores e pacientes. A partir de hoje, a UBS vai funcionar das 8 às 18 horas. O horário tradicional é das 7 às 19 horas. Ontem pela manhã, a unidade ficou fechada depois de nova ameaça feita por telefone, na terça-feira. É a segunda vez, em uma semana, que a UBS é fechada. As atividades voltaram na parte da tarde, depois de reunião entre representantes dos trabalhadores e da Secretaria da Saúde.
  O encontro durou toda a manhã de ontem e ficou decidido que a prefeitura vai agilizar as obras na UBS. ‘‘Já realizamos a capina no terreno ao lado e em 15 dias vamos concluir algumas pequenas obras como o aumento do muro, a colocação de arame farpado, trancas nas portas, melhorar a iluminação no pátio e adequar o horário do vigia’’, disse o diretor de Ação em Saúde da secretaria, Marcelo Viana de Castro. Segundo ele, a prefeitura pretende terminar as reformas em até duas semanas. Além disto, ele garantiu que será encaminhado um relatório da situação aos órgãos de segurança pública. ‘‘A partir de então vamos esperar a orientação deles para verificar como agir’’, afirma.
  ‘‘Os funcionários continuam inseguros, mas resolveram dar este voto de confiança à secretaria’’, afirma o dentista da unidade, José Luis Bordini. Para todo o dia de ontem estavam previstos cerca de 200 atendimentos, entre consultas médicas, odontológicas, exames, curativos e inalações. De acordo com funcionários da UBS, a volta ao trabalho ontem, às 13h30, foi tranqüila.
  Castro destacou que será marcada uma reunião com o Conselho Local de Saúde. ‘‘Queremos esclarecer o que tem acontecido à população. Vamos sempre ouvir nossos servidores, mas ao mesmo tempo temos que garantir o funcionamento da unidade, por isso precisamos do apoio da comunidade local’’, afirmou.
  Os servidores da unidade de saúde do Maracanã já receberam três ameaças por telefone desde a contratação de um novo vigia para o período vespertino. O teor é sempre o mesmo: pede que o guarda deixe de trabalhar a tarde senão ele será morto. Ainda não existe suspeita concreta de quem é o autor dos telefonemas. A UBS funciona há apenas dois meses no bairro.

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