TVP: cuidado com os fatores de risco
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Ela pode surgir de uma hora para outra. Em viagens prolongadas, durante uma operação mais demorada, como consequência da presença de varizes não tratadas ou, até mesmo, após um parto.
A trombose venosa profunda (TVP) é uma doença grave que, segundo pesquisas, está associada ao aparecimento de 46% dos casos de embolia pulmonar em todo o mundo e acomete 6 a cada mil habitantes anualmente pelos mais variados motivos. É por esse motivo que especialistas alertam sobre a importância da população estar atenta aos principais fatores de risco.
''Diferentemente da trombose arterial, a trombose venosa profunda não é crônica, podendo surgir numa questão de dias ou horas devido ao entupimento das veias dos membros por coágulos de sangue pelos mais variados motivos'', explica o angiologista e cirurgião vascular, Rogério Sakuma, de Londrina.
O médico esclarece que, apesar de grande parte dos fatores de riscos não poder ser controlada pelo paciente, a manutenção de hábitos de vida saudáveis e pequenos cuidados podem ser importantes aliados contra o aparecimento da doença.
Realizar um check-up completo após os 40 anos; movimentar os membros durante uma viagem longa, evitando que eles permanecem imobilizados em uma mesma posição por um grande espaço de tempo; controlar o aumento de peso; evitar o cigarro; realizar o tratamento das varizes e utilizar meias elásticas, que favoreçam a circulação sanguínea nas pernas durante a gestação, são algumas das principais recomendações citadas Sakuma para prevenir o aparecimento da doença.
O médico explica que o check-up após os 40 anos é fundamental, pois nesta faixa etária, há uma diminuição da resistência da parede venosa, o que propiciaria a dilatação da veia e a diminuição da velocidade do fluxo sanguíneo, facilitando o desenvolvimento da TVP. ''Assim como nos casos de pacientes que apresentam varizes. Com as veias dilatadas, a velocidade do fluxo sanguíneo é muito menor'', destaca.
Gravidez
Já a obesidade interfiriria decisivamente no surgimento da TVP, devido à dificuldade de mobilização do paciente.
Sakuma acrescenta que durante a gravidez e após o parto a chance de desenvolver TVP também é grande, porque todo o fluxo sanguíneo é prejudicado com a compressão provocada pelo crescimento do útero e devido a alteração na coagulação. ''Por isso que há um ácumulo de líquido nos pés, surgimento de varizes e o aumento da chance de desenvolver trombose também'', afirma o médico, ressaltando a importância da prática de atividade física e do uso de meias elásticas neste período para facilitar o retorno venoso.
O angiologista complementa que, além da dor, sinais como inchaços no membro afetado, aumento da consistência muscular (panturrilha, por exemplo), escurecimento da pele ou palidez são alguns dos sinais que podem evidenciar a doença.
Neste caso, o cirurgião-vascular alerta que a melhor iniciativa é procurar por um especialista na área. Ele esclarece que quando há uma suspeita da doença, o médico irá iniciar o tratamento antes até mesmo de confirmar a presença da TVP. Isso para evitar que o caso se complique e a pessoa acabe morrendo.
Segundo ele, o tratamento mais comum para a TVP é o clínico com a utilização de medicação com anticoagulante para impedir a formação de mais coágulos, pois os já existentes ficará a cargo do próprio organismo absorver.
Segundo Sakuma, a obstrução do fluxo sanguíneo é melhorada em 30% após três semanas e em 70% após três meses. O tratamento todo tem duração de seis meses, em média. Porém, em alguns casos, pode durar por toda a vida.



