A pirataria nos sinais de televisão a cabo da TVA Sul está com os dias contados. A partir de 1º de setembro a empresa começa a transmitir toda a programação codificada e só quem tiver em casa um aparelho decodificador vai receber imagens com qualidade. Segundo o diretor geral da empresa, Guilherme Marconi, essa modificação não terá custo algum para os assinantes e vai evitar que 4 mil
residências continuem a utilizar ligações clandestinas.
Marconi explicou que essa mudança deve elevar o faturamento da empresa em 25%, mas que a principal preocupação da empresa é ampliar as opções de assinaturas e iniciar a operação do sistema pay-per-view (pague para ver). ‘‘Com essas modificações, as pessoas vão poder comprar canais específicos e pagar por horários escolhidos por elas para assistir a shows ou jogos de futebol’’, disse.
A TVA Sul vinha contabilizando um prejuízo de cerca de R$ 2 milhões ao ano por conta das ligações irregulares, e decidiu investir R$ 100 mil reais na contratação de uma empresa internacional especializada em monitoramento de cabos. Marconi afirma que a empresa gastou R$ 2 milhões em tecnologia para codificar os sinais. O levantamento foi realizado a partir de março e durou quatro meses de trabalho para percorrer e mapear todos os 700 quilômetros de rede.
O diretor geral da TVA informou que a empresa está aceitando a regularização das ligações clandestinas.
Segundo ele, não se trata de
uma caça às bruxas e a empresa não pretende tomar medidas punitivas contra esses usuários. Marconi disse que os ‘piratas do cabo’ vão simplesmente deixar de receber o sinal da TVA, o que não é o objetivo. ‘‘Nosso objetivo é que a clientela se sinta mais confortável’’, disse.

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