TV só depois da tarefa
Há cerca de três anos a assistente social Andréia assustou-se ao perceber que o filho, então com seis anos, estava apresentando um comportamento mais agressivo que de costume. Ela procurou uma terapeuta para ajudá-la a enfrentar o problema, e hoje, mesmo trabalhando fora, consegue controlar os afazeres do garoto ao longo do dia. ''Ele adora brincar no Playstation, mas tem jogos que ensinam a roubar e a matar que eu não permito.''
Além dos tipos de jogos, Andréia também determina quando o filho pode ir para o computador ou para a TV: só depois de fazer os deveres de casa e praticar esporte. ''Não sei explicar a fórmula, mas meus filhos (ela também tem uma garota de 13 anos) me obedecem e me respeitam. Muitas mães chegam em casa cansadas e deixam os filhos à vontade para fazer o que quiserem. Aí começam os problemas da falta de limites'', argumenta. A assistente social lembra que além da agressividade, os pais devem estar atentos a outros sinais apresentados pela criança, como excesso de timidez e baixa auto-estima.
A socióloga Ana Cristina Salai também mantém-se atenta a tudo o que o filho assiste pela TV. ''Se vejo que o desenho é mais violento, não deixo que ele assista.'' Ela explica, porém, que desde que o filho Alexandre, de 4 anos, nasceu foi acostumado a programas educativos, sem violência. Hoje o próprio garoto demonstra preferência por este tipo de atração. ''Os valores que a família cultiva também influenciam nas escolhas da criança'', complementa®MD77¯®MD77¯. ®MDNM¯(S.L.)





